Este artigo do professor e consultor Abraham Shapiro, questiona a ocupação sem propósito na rotina corporativa, contrastando movimento com progresso e destacando a importância do 'porquê'.
Rotina corporativa é esteira de ginástica: quanto mais você corre, mais fica no mesmo lugar. Estar em movimento não é o mesmo que progresso.
Todo mundo está ocupado. Poucos sabem com o quê. Gente
cansada e improdutiva. Cheios de metas, vazios de propósito.
A nova pandemia silenciosa tem nome: fazer por fazer.
Antes de mergulhar de cabeça na correria de hoje, pare.
Pergunte o que, de fato, te move. Porque correr sem saber para onde é a forma
mais elegante de se perder mais rápido.
A diferença entre um dia comum e um dia que importa
raramente está nas circunstâncias. Está na consciência. Um vendedor que sabe
por que vende, um gestor que se lembra por que lidera, um profissional com
clareza sobre por que trabalha — eles transformam rotina em direção.
Estar em movimento não é progresso. Apenas entregar não é
entregar o que importa.
Antes de abrir o laptop, abra a mente. Antes de caminhar,
olhe a bússola.
Lembrar-se do porquê é o ato mais subversivo do profissional
moderno — e o único que ainda faz sentido.
Abraham Shapiro é pensador e consultor de alta gestão.
shapiro@profissaoatitude.com.br

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