26 de ago. de 2026

RADIODIFUSÃO tradicional concorre com a atenção dos usuários no ambiente digital conectado

Especialistas discutiram de 17 e 20 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, os principais desafios e oportunidades relacionados à inteligência artificial, streaming, TV 3.0, rádio,  infraestrutura, conectividade, segurança da informação e novos modelos de negócios para o setor de mídia e entretenimento.

O 38º Congresso de Tecnologia e Negócios de Mídia e Entretenimento SET EXPO 2026 é o maior evento de tecnologia e negócios de mídia e entretenimento da América Latina. 

O conceito de Rádio 3.0 foi um dos grandes destaques da trilha de rádio no SET Expo 2026. O termo traduz o atual momento de transformação do meio: o áudio ao vivo (seja via FM tradicional ou streaming digital) atua como a matriz principal de um ecossistema totalmente multiplataforma.

Confira os principais pontos debatidos no evento

Transformação Digital e Negócios: O painel principal ("Rádio 3.0: transformação digital, inovação e novos negócios") discutiu a profissionalização da gestão, novas estratégias comerciais, criação de novas receitas e a mudança na relação entre redes e afiliadas.  

Convergência Tecnológica: A agenda incluiu debates sobre a evolução do RDS (Sistema de Dados de Rádio), uso de metadados, novas regulamentações técnicas para o FM e a sinergia com a inteligência artificial. 

Grandes Coberturas: Foram apresentadas estratégias multiplataforma voltadas a grandes eventos, como a preparação para a cobertura da Copa do Mundo.  

Ecossistema digital - Os debates do SET Expo 2026 deixaram claro que os modelos de negócio e a integração tecnológica visam transformar a radiodifusão em um ecossistema digital unificado, onde o conteúdo é distribuído tanto pelo ar (broadcast) quanto pela internet (broadband).  

Novos Modelos de Negócio - A consolidação do Rádio 3.0 e da TV 3.0 (agora batizada oficialmente como DTV+) muda o foco da venda de simples "espaço publicitário" para a entrega de soluções baseadas em dados e segmentação.

Publicidade Segmentada e Hiperlocal: Com a recepção via internet e o uso de metadados, as emissoras podem entregar anúncios diferentes para ouvintes/telespectadores diferentes em uma mesma transmissão, com base no perfil e localização do usuário.  

E-commerce Direto na Tela (Shoppable TV/Radio): Integração de recursos interativos em que o público pode comprar um produto diretamente pelo controle remoto ou tela do dispositivo conectado enquanto assiste ou ouve o conteúdo.  

Monetização Multiplataforma Integrada: Venda de pacotes de mídia unificados. O anunciante não compra apenas o comercial no rádio FM ou na TV aberta; ele adquire uma entrega combinada que engloba áudio imersivo, cortes em vídeo para redes sociais e banners interativos nos aplicativos das emissoras. 

Uso de Inteligência Artificial para Eficiência: Redução de custos operacionais com produção automatizada em nuvem e distribuição inteligente, gerando maior margem de lucro para as empresas de mídia. 

A Integração com a TV 3.0 (DTV+): O conceito de "Rádio 3.0" caminha de mãos dadas com a TV 3.0, pois ambos passam a operar sob a mesma lógica de convergência tecnológica. 

Como Funciona na Prática: Sinergia de Ecossistema - O rádio deixa de ser exclusivamente áudio. As emissoras de rádio passam a produzir vídeo integrado, operando de forma complementar dentro dos mesmos aplicativos e canais digitais que distribuem o sinal da TV 3.0.

Centralização no Cidadão: Ambos os meios utilizam a internet para criar um ambiente onde o usuário consome conteúdo linear (ao vivo) e on-demand na mesma interface, misturando serviços públicos digitais e entretenimento.

Áudio Imersivo e Áudio de Próxima Geração (NGA): A TV 3.0 traz tecnologias de som imersivo (áudio 3D). O Rádio 3.0 se beneficia dessa mesma infraestrutura para entregar transmissões musicais e grandes coberturas (como a Copa do Mundo) com qualidade de áudio tridimensional e personalizável.

Uso Coordenado de Dados: A coleta de dados agregados no ecossistema da TV conectada (DTV+) ajuda a entender os hábitos do consumidor, permitindo que os grupos de comunicação criem estratégias de conteúdo mais precisas também para suas verticais de rádio. 

Ambiente conectado: A grande conclusão do evento é que a radiodifusão tradicional se reposicionou: ela não concorre mais apenas entre si, mas sim pela disputa geral da atenção do usuário no ambiente digital conectado. 

Fonte: https:set.org.br

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