
Sou padre há 4 anos. Fui
ordenado no dia 16 de dezembro de 2012 e o primeiro padre mourãoense
trabalhando na diocese. Meu lema de ordenação que me motiva no exercício do
ministério é “Para mim o viver é Cristo” (Filipenses 1,21)
Desafios? Procuro junto com o padre
Jurandir com quem trabalho à 4 anos a fazer com nossa comunidade seja Igreja.
Tenho minha devoção particular, mas, procuro trabalhar na edificação do Corpo
de Cristo que é a essência de nossa vocação, para continuar de alguma forma, a
missão salvífica de Cristo.
Recado aos fiéis - Ao celebrar a Eucaristia
pelos sacerdotes, nas orações da santa missa, contidas no missal se reza
pedindo que o coração do sacerdote seja renovado, a fim de que não falte ao
pastor a obediência do rebanho, e nem ao rebanho o zelo do pastor. Sendo assim
peço para que todos rezem por mim e por meus irmãos sacerdotes, para que ao
participarmos do mistério de Deus, possamos pregar a verdade, praticar a
justiça, cumprindo sempre com fidelidade a missão de sacerdote.
Novo bispo - No dia da sua nomeação,
um Salmo em específico veio no coração, “Bendito o que vem em nome do Senhor”
(Sl 118,26). Essa é minha esperança, que ele nos mostre essa verdade do
poder do nome de Jesus. Que possa, como ele mesmo nos diz, ajudar a carregar o
andor de nossa fé e pastoral. Estamos juntos! Juntos para celebrar o amor e
misericórdia de Deus. Juntos para celebrar o passado com jubilo. Juntos para
rezar pelo futuro. Juntos para trabalhar pelo Reino de Deus. Pois o sacerdote é
o colaborador imediato do bispo e responsável pela orientação espiritual aos
fiéis que a ele é confiado.
Momento marcante em minha
vida? Vários
foram os momentos, mas destaco aqui um em específico, a morte de meu pai no dia
6 de dezembro de 2014. Foi uma experiência de muita reflexão e confirmação de
muitas coisas no meu ministério. Por exemplo, sempre disse que um pai e uma mãe
que doa à igreja
um filho para ser padre, tem a
graça da salvação. E meu pai pode nos seus últimos momentos receber os
sacramentos da penitência, da unção dos enfermos e indulgência, que são
sacramentos da cura e salvação. Também me fez perceber a fragilidade do ser
humano, pois, por mais que sejamos preparados para atender as mais diversas
necessidades, em alguns momentos da vida, descobrimos que se não é pela graça
de Deus, tudo perde o sentido. E quando me deparei com a morte de um ente
querido, minhas palavras e minhas orações que muitas vezes consolaram os
outros, naquele momento não era suficiente para me consolar, mas somente a
graça de Deus me sustentou. Ou seja, só Deus basta." - padre Adilson
Naruishi, na Catedral São José em Campo Mourão.
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