6 de mai. de 2026

EVANGELHO 6 de maio 2026

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo
João
 15,1-8


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:
1
"Eu sou a videira verdadeira
e meu Pai é o agricultor.
2
Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta;
e todo ramo que dá fruto,
ele o limpa, para que dê mais fruto ainda.
3
Vós já estais limpos
por causa da palavra que eu vos falei.
4
Permanecei em mim
e eu permanecerei em vós.
Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo,
se não permanecer na videira,
assim também vós não podereis dar fruto,
se não permanecerdes em mim.
5
Eu sou a videira e vós os ramos.
Aquele que permanece em mim, e eu nele,
esse produz muito fruto;
porque sem mim nada podeis fazer.
6
Quem não permanecer em mim,
será lançado fora como um ramo e secará.
Tais ramos são recolhidos,
lançados no fogo e queimados.
7
Se permanecerdes em mim
e minhas palavras permanecerem em vós,
pedi o que quiserdes
e vos será dado.
8
Nisto meu Pai é glorificado:
que deis muito fruto
e vos torneis meus discípulos".
Palavra da Salvação.

5 de mai. de 2026

AUDIÊNCIA DOS BRASILEIROS


 

A IA E as músicas


 

VOCÊ VAI AO PRÓXIMO evento corporativo?

 -Tem uma coisa que lota auditório com mais eficiência
do que qualquer artista famoso: esperança mal direcionada. O executivo chega ao evento como quem vai à farmácia às três da tarde com dor de cabeça. Quer o remédio certo, rápido, sem efeitos colaterais e de preferência que outra pessoa tome.

O palestrante sobe ao palco. Carismático. Slides impecáveis. Metáforas de tirar o fôlego. A plateia anota feito louca, como se estivesse descobrindo a roda que, aliás, já estava lá desde antes de Moisés. Na segunda-feira? Reunião atrasada. E-mail urgente. O caderno de anotações dorme na gaveta, junto com o do evento anterior. E do anterior ao anterior.

Noventa por cento do que se fala nesses eventos já foi dito. Por outros. Em outros palcos. Em outros séculos. Drucker falou. Kotler repetiu. Alguém traduziu. Outro transformou em slide animado e cobrou R$ 40 mil pela manhã. O problema nunca foi a ideia. O problema é que ninguém pergunta ao executivo, na saída: "O que você vai parar de fazer para isso funcionar?" Ninguém. Porque essa pergunta estraga o clima, o tal do network e, afinal de contas, o coffee break já acabou.

Os livros de negócios? A mesma dança. Tem gente que lê um e transforma a empresa. Tem muitos que leem cinquenta e não transformam nem a própria agenda. O livro não age. Você age! Ou não. E o que falta, quase sempre, não é informação. É a coragem de aplicar o que já se sabe.

O ser humano não tem déficit de conhecimento. Tem déficit de decisão.

O que realmente funciona é simples e desconfortável: diagnóstico honesto, problema real na mesa, acompanhamento, cobrança.


Um conselheiro que diga o que você não quer ouvir vale mais do que dez palestrantes com iluminação dramática. Evento inspira. Inspiração sem estrutura evapora. A pergunta certa não é "isso funciona?". É: eu funciono?

Abraham Shapiro - Publicação na esdição 4 de maio 2026 na Folha de Londrina.

RELACIONAMENTOS tóxicos

- Costuma-se chamar de “relacionamentos tóxicos” aqueles vínculos em que, em vez de favorecerem o crescimento, acabam por restringir, adoecer e, muitas vezes, humilhar os envolvidos. Algo que, em princípio, deveria ser fonte de amparo e vitalidade, se transforma em um campo de repetição de sofrimento, onde um ou ambos os parceiros se veem impedidos de desenvolver suas próprias potencialidades.

Do ponto de vista psicanalítico, talvez seja importante suspender, por um momento, o rótulo “tóxico” e perguntar: o que, em cada sujeito, encontra morada nesse tipo de relação? Isso porque tais vínculos não se sustentam apenas por acaso ou azar. Eles frequentemente se organizam a partir de padrões inconscientes, muitas vezes enraizados nas primeiras experiências emocionais da vida.


Há pessoas que, sem se darem conta, associam amor a sofrimento, cuidado a controle, proximidade a invasão. Quando essas associações se instalam precocemente, tornam-se uma espécie de “mapa afetivo” que orienta escolhas futuras. Assim, o que de fora parece claramente prejudicial pode, internamente, carregar uma estranha familiaridade. E aquilo que é familiar, ainda que doloroso, tende a ser buscado, repetido, mantido.


Também é comum encontrarmos, nesses vínculos, ideais rígidos sobre o amor: a crença de que é preciso suportar tudo, de que amar é não desistir nunca, de que sair da relação equivale a fracasso. Esses ideais, muitas vezes, encobrem angústias profundas — como o medo do abandono, da solidão ou mesmo do encontro com aspectos desconhecidos de si mesmo. Permanecer na relação, ainda que custoso, pode funcionar como uma defesa contra essas experiências internas mais ameaçadoras.


Outro ponto importante diz respeito à dinâmica de dependência. Em muitos desses relacionamentos, constrói-se uma espécie de economia psíquica em que um sustenta o outro, seja ocupando o lugar de quem cuida excessivamente, seja de quem precisa ser cuidado. Essa complementaridade pode dar uma sensação de sentido e identidade, ainda que à custa de uma grande limitação da liberdade emocional de ambos. Romper esse arranjo implica, não raro, em enfrentar um vazio: quem sou eu fora dessa relação?


A dificuldade de sair, portanto, não se explica apenas por fatores externos, mas por um entrelaçamento profundo entre o vínculo atual e a vida psíquica de cada um. Sair de um relacionamento assim pode significar abrir mão não apenas do outro, mas de uma forma conhecida de existir, de amar e até de sofrer.


Paradoxalmente, é justamente esse sofrimento repetido que pode, em algum momento, tornar-se insuportável o suficiente para produzir uma mudança. Quando há espaço para pensar, o sujeito pode começar a reconhecer esses padrões, não como um destino inevitável, mas como algo que pode ser transformado.


Não se trata de prometer relações ideais ou livres de conflito, o que seria ilusório. Trata-se, antes, da possibilidade de construir vínculos em que haja espaço para o crescimento, para a diferença e para a própria vida psíquica se expandir. Em vez de aprisionar, o encontro com o outro pode, então, tornar-se um campo de criação — algo que não elimina o sofrimento, mas o torna mais pensável e, sobretudo, menos destrutivo. - Sylvio do Amaral Schreiner, publicado na coluna "Mundo Vivo" na edição de 4 de maio 2026 na Folha de Londrina.


EVANGELHO 5 de maio 2026

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo
João
 14,27-31a


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
27
"Deixo-vos a paz,
a minha paz vos dou;
mas não a dou como o mundo.
Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
28
Ouvistes que eu vos disse:
'Vou, mas voltarei a vós'.
Se me amásseis,
ficaríeis alegres porque vou para o Pai,
pois o Pai é maior do que eu.
29
Disse-vos isto, agora, antes que aconteça,
para que, quando acontecer,
vós acrediteis.
30
Já não falarei muito convosco,
pois o chefe deste mundo vem.
Ele não tem poder sobre mim,
31a
mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai,
eu procedo conforme o Pai me ordenou".
Palavra da Salvação.

4 de mai. de 2026

SER FELIZ ou ser lider


 

EVANGELHO 4 de maio 2026

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo
João
 14,21-26

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
21
"Quem acolheu os meus mandamentos e os observa,
esse me ama.
Ora, quem me ama,
será amado por meu Pai,
e eu o amarei e me manifestarei a ele".
22
Judas - não o Iscariotes - disse-lhe:
"Senhor, como se explica
que te manifestarás a nós
e não ao mundo?"
23
Jesus respondeu-lhe:
"Se alguém me ama, guardará a minha palavra,
e o meu Pai o amará,
e nós viremos
e faremos nele a nossa morada.
24
Quem não me ama,
não guarda a minha palavra.
E a palavra que escutais não é minha,
mas do Pai que me enviou.
25
Isso é o que vos disse enquanto estava convosco.
26
Mas o Defensor,
o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,
ele vos ensinará tudo
e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
Palavra da Salvação.

3 de mai. de 2026

GRANDE VITÓRIA do Campo Mourão Futsal acaba com a má fase: 6x2 no Majestoso Belin Carolo

Uma vitória consistente e que eleva o astral do time do Campo Mourão Futsal para voltar ao caminho normal na temporada, após 46 dias da última comemoração no Majestoso, na largada do Campeonato Paranaense - Série Ouro.

Assim foi a goleada por 6x1 do time dirigido pelo técnico Betinho Castro na tarde deste domingo no Majestoso Belin Carolo. A vitória que foi comemorada após sete jogos foi construída por Kaduzin com dois gols,  Kauê, Samuel, e os experientes Selbach e Tom com um gol cada. 

O próximo jogo do Campo Mourão Futsal será sexta-feira, 8, às 21h30 frente ao São José, em São José dos Campos, pela rodada 5 da Liga Nacional de Futsal.

Jogos do Campo Mourão Futsal (março a maio de 2026)

17/ 3 -(Ouro)- Campo Mourão 4x1 São Miguel do Iguaçu.

23/ 3 -(Ouro)- Paraná Clube 4x3 Campo Mourão.

27/ 3-(LNF)- Jaraguá 2x2 Campo Mourão.

4/4 -(LNF)- Campo Mourão 1x1 Praia Clube. 

15/4 (Ouro) Campo Mourão 1x 3 Manoel Ribas.

19/4 -(LNF)- Atlântico (Erechim) 6x2 Campo Mourão.

22/4 (Ouro) CAD (Guarapuava) 4x4 Campo Mourão.

26/4 (Copa LNF) São Caetano 2x1  Campo Mourão.

3/5 -(LNF)- Campo Mourão 6x1 Santo André.

8/5 -(LNF)- São José x Campo Mourão.

15/5 -(LNF)- Tubarão x Campo Mourão.

20/5 (Ouro)-  Campo Mourão x Cascavel.

24/5 -(LNF)- Campo Mourão x Umuarama.

30/5 -(Ouro)-  Campo Mourão x Marreco.

ARAUCÁRIA e Paraná ganham na Segundona

 Se não houve gol nos jogos deste sábado nas quartas da Segundona, na rodada de hoje 9 gols foram marcados em Toledo e em Paranaguá. Em Toledo, vitória do Paraná Clube por 2x0 e o Araucária goleou o Rio Branco em Paranaguá por 5x2. 

Os jogos de volta que vão decidir os semifinalistas programa para sábado Araucária x Rio Branco (15h30)  Laranja Mecânica x Paranavaí (18h30), e no domingo, Patriotas x Nacional (15h30) e  Paraná Clube x Toledo (17h00).

COM OTIMISMO, Campo Mourão busca vencer hoje no Majestoso, após sete jogos sem vitória

Vencer e voltar ao caminho normal do Campo Mourão Futsal na temporada 2026. Este é o propósito do time rubro-negro hoje às 14 horas no Majestoso Belin Carolo diante da sua torcida contra o Santo André, pela rodada 4 da Liga Nacional de Futsal.

- Fizemos uma semana tranquila de conversa e muito treino com finalizações para melhorarmos este quesito. Estamos jogando bem, criando chances e pecamos no último chute. Mas vamos com força total hoje para voltarmos a vencer e retomar a nossa caminhada -, disse o técnico Betinho Castro nesse sábado, 2, ao lado do supervisor Beto Souza e do capitão Lucas Selbach, no Tocando de Primeira 1607 com o jornalista Ilivaldo Duarte, na Colmeia FM.

Até aqui nos resultados do Campo Mourão empate com o Praia Clube em casa e duas derrotas fora, em Jaraguá e Erechim, diante de grandes forças da competição nacional. Agora pela frente jogos em casa diante do Santo André, e fora contra São José e Tubarão nas próximas três rodadas.

Na rodada 4 deste fim de semana: Corinthians 1x1 Cascavel, Minas 0x1 Jaraguá, Joinville 5x0 São José, Tubarão 2x5 Atlântico, Marreco 0x2 ACBF, Pato 0x3 Magnus e Umuarama 2x7 Magnus. 

 

EQUILÍBRIO na quartas da Segundona

Nenhum gol foi marcado nos dois jogos deste sábado nas quartas de final da Segundona em Paranavaí e em Campo Mourão. 

O ACP frente ao Laranja Mecânica e o NAC diante do Patriotas - no primeiro jogo oficial iluminado no José Carlos Galbier, fizeram partidas equilibradas.

 Quem irá para as semifinais será conhecido nos jogos de volta neste fim de semana em Arapongas e Campo Largo. 

EVANGELHO 3 de maio 2026

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo
João
 14,1-12

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
1
"Não se perturbe o vosso coração.
Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.
2
Na casa de meu Pai há muitas moradas.
Se assim não fosse, eu vos teria dito.
Vou preparar um lugar para vós,
3
e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar,
voltarei e vos levarei comigo,
a fim de que onde eu estiver estejais também vós.
4
E para onde eu vou, vós conheceis o caminho".
5
Tomé disse a Jesus:
"Senhor, nós não sabemos para onde vais.
Como podemos conhecer o caminho?"
6
Jesus respondeu:
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim.
7
Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.
E desde agora o conheceis e o vistes".
8
Disse Felipe:
"Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!"
9
Jesus respondeu:
"Há tanto tempo estou convosco,
e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai.
Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai'?
10
Não acreditas que eu estou no Pai
e o Pai está em mim?
As palavras que eu vos digo,
não as digo por mim mesmo,
mas é o Pai, que, permanecendo em mim,
realiza as suas obras.
11
Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.
Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras.
12
Em verdade, em verdade vos digo,
quem acredita em mim fará as obras que eu faço,
e fará ainda maiores do que estas.
Pois eu vou para o Pai".
Palavra da Salvação.

2 de mai. de 2026

ENTREVISTA DE DOMINGO: Max Moreno

-Minha trajetória profissional é uma coleção de desvios.
Já fui de servente de pedreiro a professor de inglês. Passei pelo desenho arquitetônico, por escritórios de contabilidade, pelo comércio exterior e pelas vendas, sempre em movimento. No fundo, é menos sobre profissão e mais sobre inquietação-, diz o radialista, professor e escritor Max Moreno. 

Na comunicação, ele encontrou um eixo e trabalhei em diversas emissoras de rádio e está na Musical FM, sua casa há mais de vinte anos.

Max é o personagem da ENTREVISTA DE DOINGO, no BLOG DO ILIVALDO DUARTE.

QUEM É MAX MORENO? Sou Max moreno LaurentinoNunes, filho de Ataíde Laurentino e Maria Odete Nunes. Sou casado, pai de Bárbara e Rodrigo. Nasci em 7 de agosto de 1968 em Mariluz, Paraná.


- Marilluz, no Noroeste do Paraná, na região de Umuarama, tem forte vocação
agropecuária, foi fundada em1953, pela Colonizadora Mariluz, com forte influência de colonos de Marília (SP), além de imigrantes italianos, alemães, japoneses e portugueses
.

COMO SE DEFINE?  Um curioso por natureza, movido pela inquietude. Aprender, para mim, não é escolha, é estado. Sou calmo, reservado e atento ao que quase sempre passa despercebido.

COMO ACHA QUE OS OUTROS TE VÊEM?  Qualquer resposta a essa pergunta será mera conjectura, já que parto da minha própria perspectiva para tentar imaginar o olhar do outro sobre mim. Ainda assim, ouso supor que me veem como alguém alegre, descontraído, comunicativo e disposto a lutar pelo que quer.


ONDE E QUANDO FOI A SUA INFÂNCIA?  Passei toda a minha infância na cidade do Guarujá, no estado de São Paulo. Foi lá que joguei bola na rua, empinei pipas e entrei pela primeira vez em uma escola, onde tive também meu primeiro contato com os livros e com a literatura, cuja importância na minha vida explicarei mais adiante nesta conversa.    

                 
ONDE ESTUDOU E QUE CURSOS FEZ?  Minha formação vem da rede pública, entre São Paulo e o Paraná, atravessando as dificuldades crônicas do setor no país. 
Tenho formação acadêmica em Marketing. 


QUAL A SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL?   Minha trajetória profissional é uma coleção de desvios. Já fui de servente de pedreiro a professor de inglês. Passei pelo desenho arquitetônico, por escritórios de

contabilidade, pelo comércio exterior e pelas vendas, sempre em movimento. No fundo, é menos sobre profissão e mais sobre inquietação.

Na comunicação, encontrei um eixo. Trabalhei em diversas emissoras de rádio, entre elas Metropolitana FM, Cidade FM, Alternativa FM, Ilha FM e a Musical FM, minha casa há mais de vinte anos.

O QUE FAZ HOJE?  Atualmente trabalho como radialista, professor de inglês e escritor.


O QUE MAIS GOSTA DE FAZER?  Rádio e literatura são
minhas grandes paixões. Não por acaso, dedico boa parte da minha vida a elas. Também gosto de lecionar inglês, embora sempre esta atividade esteja em segundo plano.


DESDE QUANDO É APAIXONADO PELA VIDA E COMUNICAÇÃO? Pela vida, acredito que desde que

nasci, pelo menos é o que minha mãe costuma dizer (risos). Já a comunicação sempre me fascinou. Desde muito jovem, passava horas ouvindo programas de rádio, imaginando-me do outro lado da sintonia. Para mim, era um mundo mágico, cuja porta de entrada parecia estreita demais para as minhas pretensões.

Naquela época, para ser locutor, era quase obrigatório ter um vozeirão grave, algo que eu definitivamente não tinha. Minha voz sempre foi de timbre médio. Ainda assim, não perdi as esperanças.

Eu ouvia a rádio Bianca FM 92,5, de Umuarama, e gostava de toda a equipe. Mas havia um locutor em especial que me encantava: Adriano Shock (foto abaixo).A voz, a forma de se comunicar, o carisma, a inteligência, a cultura musical, tudo nele me prendia. Seu estilo fugia do padrão e, talvez por isso, me mostrava que havia outros caminhos possíveis.

Ainda não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, mas somos “amigos” nas redes sociais. Obrigado, Adriano. Quem sabe um dia a gente ainda tome uma cerveja juntos.!

QUAL DECISÃO MARCOU SUA HISTÓRIA?  Renunciar a um salário razoável em um escritório de contabilidade para entrar no rádio ganhando o mínimo. Foi um salto no escuro e, ainda assim, um dos acertos mais conscientes que já fiz. Quando acredito em um sonho, não negocio: arrisco.

COMO É A EXPERIÊNCIA DE SER ESCRITOR? 
QUAL ESTILO? Ser escritor, para mim, é uma forma de inquietação permanente. Escrevo porque certas perguntas não me deixam em paz. E, nesse sentido, a literatura não é apenas expressão, é também confronto. Interesso-me por aquilo que desloca, que causa estranhamento, que obriga o leitor a sair do lugar comum. Porque é no desconforto que a reflexão começa. Escrevo ficção, e busco uma narrativa que se aproxime do pensamento, que dissolva fronteiras entre narrador e personagem. Por isso, recorro com frequência ao estilo indireto livre, como uma forma de tornar a voz mais íntima, mais ambígua e, talvez, mais humana.

 SE FOSSE PREFEITO QUAIS SERIAM SEUS PROJETOS?  A educação seria o centro de tudo. É dela que nasce o pensamento crítico, e sem ele não há sociedade que se sustente. Meu foco estaria em investir de forma consistente na formação, na valorização dos professores e em estruturas que realmente permitam aprender, não apenas passar pelo sistema.

COMO AVALIA A 

NOSSA COMUNICAÇÃO?  A comunicação, especialmente no rádio, ainda carrega vícios antigos. Há quem não tenha se reinventado, seja por resistência, seja por acomodação. E isso atravessa tudo: da locução ao noticiário. O problema é o apego ao que já funcionou. O que foi consagrado vira muleta. Mas comunicação não pode viver de repetição. Ela precisa se mover, mesmo quando isso incomoda. Eu escolhi o caminho do coloquial. Não por descuido, mas por intenção. Falar como as pessoas falam não empobrece a língua, aproxima. Às vezes, um “cê”, um “tá” ou um “bora” dizem mais do que qualquer construção impecável. Prefiro o risco de soar simples ao erro de soar artificial. Porque, no fim, comunicação sem verdade não se sustenta.

O NOSSO RÁDIO DE CADA DIA CONTINUA CADA VEZ MAIS “VIVO”? Sim, na minha opinião, o rádio segue vivo na vida das pessoas. Não com a mesma força de antes, é verdade, mas ainda ocupa um espaço relevante no cotidiano de muita gente. O público mais jovem hoje dispõe de inúmeras alternativas de entretenimento, o que naturalmente desloca o rádio do centro. Ainda assim, não acredito em seu desaparecimento. O rádio sobrevive, e pode evoluir. Para isso, porém, é necessária uma reciclagem profunda dos comunicadores. Sem renovação de linguagem, de abordagem e de mentalidade, o meio corre o risco de se acomodar. E comunicação que se acomoda perde relevância.

O QUE MAIS TE MOTIVA NA COMUNICAÇÃO? Sou naturalmente motivado pelo que faço. A música sempre foi um motor importante para mim. Durante o programa, mergulho nas canções, muitas vezes no volume máximo, seja nas que estão programadas, seja nas que chegam pelos ouvintes. Mas há algo que vai além disso: o vínculo com as pessoas. O carinho que recebo, inclusive de quem nunca vi pessoalmente, tem um peso enorme. Muitos me tratam como um amigo, como alguém que faz parte da rotina, quase da família. Saber que posso contribuir, ainda que de forma simples, para a alegria de alguém que encontra no rádio companhia e algum alento para o dia já é, por si só, uma grande motivação.


E  TECNOLOGIA? Isso é ótimo. Nada na vida é estático. As pessoas mudam, os hábitos mudam, e a comunicação acompanha esse movimento. No rádio, não foi diferente. A tecnologia ampliou possibilidades, transformou a forma de consumir conteúdo e reposicionou o papel do comunicador. Hoje, é natural que as pessoas ouçam suas músicas preferidas em plataformas digitais. Isso não se combate. O caminho é outro: adaptar-se. Criar formas de entreter, de se conectar, de interagir. Valorizar quem permanece fiel e entender que o rádio, mais do que nunca, precisa oferecer algo que vá além da música. A mudança não é uma ameaça. É matéria-prima.

COMO COMEÇOU A SUA CARREIRA NA LITERATURA? Minha relação com a literatura começou cedo, ainda na

infância, quando tive meus primeiros contatos com os livros. Com o tempo, a leitura deixou de ser apenas interesse e passou a se transformar em necessidade. Escrever veio como consequência desse processo, quase como uma extensão natural de quem lê com intensidade. A partir daí, fui desenvolvendo minha própria voz, sempre movido pela inquietação e pelo interesse em temas que provocam algum tipo de deslocamento no leitor. Entre os trabalhos publicados, destaco A outra sombra (2013), As paredes eram brancas (2020) e Dias de lua (2025), além de contos e poemas presentes em diversas antologias. Esses trabalhos consolidam a escrita como parte essencial da minha trajetória.

VOCÊ FAZ PARTE DA ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS.  Sim, minha entrada na Academia Mourãoense de Letras foi, antes de tudo, um movimento natural dentro do caminho que venho construindo na literatura. Recebi uma votação expressiva com respeito e senso de responsabilidade, entendendo o peso simbólico e cultural que a instituição carrega. Para mim, fazer parte da Academia não é um ponto de chegada, mas de continuidade. Significa estar ao lado de pessoas que também acreditam na força da palavra e no papel transformador da literatura. Acredito que posso contribuir mantendo uma atuação ativa, incentivando a leitura, valorizando a produção literária e, principalmente, buscando aproximar a literatura das pessoas. Torná-la menos distante, mais viva, mais presente no cotidiano.



UM POEMA DE MAX MORENO

“Sessenta e poucos”

Fui breve demais.

faltavam razões,

um minuto de paz.

Parti cedo demais,

ainda restavam sonhos,

sobravam emoções,

deixadas para trás.

O tempo avançou,

o frescor recuou,

a pele enrugou,

o coração palpitou.

Parou.

Ah, se dependesse de mim.

Sessenta e poucos.

Fui breve demais.

E OS DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO E DA LITERATURA? Um dos grandes desafios da comunicação é

reconhecer, de forma concreta, a necessidade de evolução. Vivemos um novo tempo, com novas dinâmicas de consumo e de atenção, o que exige uma visão mais ampla e estratégica do setor. Há espaço para diferentes formatos e linguagens, mas cada segmento precisa entender seu papel e suas possibilidades dentro desse cenário. Na literatura, o desafio passa por outro eixo: manter profundidade em um mundo cada vez mais acelerado. Escrever e ler exigem tempo, silêncio e entrega, elementos que nem sempre encontram espaço na lógica atual. Ainda assim, é justamente aí que reside sua força. Tanto na comunicação quanto na literatura, o futuro depende da capacidade de adaptação sem perda de identidade. Evoluir, sem diluir o essencial.

UMAS E OUTRAS

ÉTICA: uma necessidade na vida de todo ser humano. Não sou uma pessoa saudosista. Vivo o presente e não dedico atenção exagerada ao futuro.

MÚSICA: amor de índio – Beto Guedes.

AUTOR: Vários. Mas, atualmente destacaria Arnon Grunberg.

LIVRO: Muitos. É difícil destacar um só, mas arrisco “Leite Derramado”, do Chico Buarque.

QUAL PROJETO GOSTARIA DE REALIZAR?  Na literatura, quero consolidar um projeto de contos. Na comunicação, desejo apresentar um programa

jornalístico que dialogue com o presente, com uma linguagem mais viva e próxima do ouvinte. E há ainda um outro caminho, mais silencioso: o da atuação. Tenho buscado me aperfeiçoar como ator, uma dimensão pouco conhecida, mas que também faz parte de quem sou.


COMO É A SUA ROTINA?  Acordo às 5h, preparo meu café e sigo para a Musical FM. Lá, apresento o Manhã Musical, função que assumi após a saída da locutora Seli Valença. Fico no ar das 8h às 12h e, depois do almoço, viro redator comercial, uma faceta menos conhecida do meu trabalho. No fim, passo o dia inteiro na emissora. A escrita e a leitura ficam para a noite e os fins de semana, como um segundo turno silencioso.

QUAL SEU ESPORTE?  Futebol, embora eu não me considere um “torcedor fanático”.

TIME DO CORAÇÃO? Sou flamenguista desde pequenininho (risos). Meu ídolo esportivo é Pelé, o musical é Michael Jackson e, na literatura, Carlos Ruiz Zafón ocupa um lugar especial. Mas minha escrita também carrega ecos de Arnon Grunberg, pela inquietação constante, de Kafka e Camus, pela tensão existencial, e de Bukowski, pela crueza sem filtro. São vozes diferentes, mas que, de algum modo, continuam conversando dentro de mim.


QUAL VIAGEM GOSTARIA DE FAZER? 
Gostaria de conhecer a Nova Zelândia, mas só a título de turismo mesmo.

O QUÊ JAMAIS TERIA FEITO? Não costumo olhar para a minha trajetória com arrependimento. Mesmo o que deu errado teve seu valor, porque trouxe aprendizado. No fim, tudo contribuiu para quem sou hoje. Só tenho a agradecer.

TRÊS PERSONALIDADES EM CAMPO MOURÃO

Eloi Bonkoski, pela postura profissional, generosidade e caráter admirável.

Tauillo Tezelli, pela fidelidade aos próprios princípios e pela capacidade de leitura da realidade, independentemente de ideologias.

Dr. Aroldo Gallassini, por sua trajetória e relevância, que falam por si.

CAMPO MOURÃO NA SUA VIDA: adotou-me como filho. Sou Campo Mourão de coração!


 FAMÍLIA: o grande pilar para os que sabem valorizá-la.


 RELIGIÃO: a que mora dentro de você.

 ESPERANÇA: que o Brasil se torne um país em que a educação de qualidade não apenas informe, mas forme cidadãos capazes de pensar, questionar e discernir.

SONHO: aquele que vem acompanhado de bom senso e luta.

SAUDADES... DE QUEM E DO QUÊ? Não sou uma pessoa saudosista. Vivo o presente e não dedico atenção exagerada ao futuro.

O MOMENTO ATUAL DA SUA VIDA: vou responder utilizando uma frase que ouvi numa série de tv: “simplesmente esplêndido!

LEGADOS QUE GOSTARIA DE DEIXAR: caráter, autenticidade, generosidade e respeito ao próximo.

UM " GOLAÇO" QUE MARCOU NA SUA VIDA E COMEMOROU MUITO... Na verdade, são dois golaços: meus filhos, os gêmeos Bárbara e Rodrigo. Papai ama vocês!

SER CONVIDADO PARA ESTA ENTREVISTA DE DOMINGO: uma honra, grato pela oportunidade.

RECADO AOS LEITORES: seja sempre uma pessoa autêntica, porque isso faz toda a diferença. 


EVANGELHO 6 de maio 2026

  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João   15,1-8 Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1 "Eu sou a videira ver...