- Nesta data em que nossos corações se voltam à
ternura e à reverência, elevamos nossos pensamentos àquela que, em silêncio e
grandeza, molda a própria essência da humanidade.
Falar sobre ela é adentrar um território
sagrado. É reconhecer, sua importância singular na própria existência humana,
onde a vida é concebida não apenas no corpo, mas no espírito soprado por Deus. Isso
porque a maternidade transcende o biológico; para ser expressão viva do amor
divino manifestado na terra.
Por isso, com passar dos anos aquela que
aprendemos a chamar carinhosamente de mamãe, forja em nós virtudes e
valores. Sua pedagogia não é feita de
imposições, mas de exemplo, silêncio, resiliência e amor incondicional. Pois, Mãe
é aquela que educa pela presença, pelo olhar, pela firmeza suave que sustenta,
sem aprisionar.
Nessa toada toda mãe, à sua maneira, com suas
histórias e experiências de vida, carrega em si essa centelha divina de
educadora. Cada gesto, cada conselho, cada lágrima silenciosa, é um tijolo aplumado,
esquadrado e nivelado na construção moral de seus filhos.
E se a educação materna é poderosa e edificante,
a oração de uma mãe é ainda mais sublime. Eis a verdade absoluta: a mãe que ora
por seus filhos e filhas, não apenas intercede, mas constrói uma muralha
espiritual ao redor de seus filhos e filhas. Sua prece é escudo invisível, é
luz nas trevas, é direção nos momentos de incerteza. É água nos desertos da
vida.
O livro de Provérbios (14:1) afirma que “A
mulher sábia edifica a sua casa.” Mas a mãe sábia constrói não apenas paredes,
mas almas. Ela planta valores que resistem ao tempo, à dor e às adversidades.
Seu amor não se limita às circunstâncias; ele transcende o erro, a distância e
até mesmo o silêncio dos filhos. Trata-se de um vínculo sagrado, que não pode
ser explicado pela razão. É uma ligação que desafia o tempo, o espaço e a
ciência.
Por ser uma manifestação viva do amor divino na
Terra, o amor materno é usado para descrever o amor de Deus. E por ser um amor tão
intenso, mesmo diante das adversidades, da dor, da incompreensão, das
dificuldades da vida, esse amor não se rompe. Ele se transforma, se fortalece,
se reinventa. Ela é a única pessoa capaz de sofrer em silêncio, lutar em oculto
e vencer sem holofotes, sem que o mundo perceba.
E dentro do olhar filosófico, que tanto valoriza
a construção do homem interior, a figura materna é a primeira grande arquiteta
do caráter humano. Visto que é no lar, sob o seu olhar atento, que o homem
começa a ser lapidado, a aprender a honestidade, a compaixão, o respeito, o
amor, a crença de uma vida futura, já ela afirma que nunca nos abandonará, a fé
em Deus.
Por isso que, ao celebrarmos o Dia das Mães, não
estamos apenas homenageando uma pessoa — estamos reverenciando um princípio
sagrado e universal. Pois ela representa o amor que não exige retorno. A fé que
não se abala. A esperança que nunca acaba. O abraço sempre aberto a nos
esperar.
Assim sendo, por tantos outros fatos, que mesmo
quando já não estão fisicamente presentes, as mães permanecem vivas em nossas
atitudes, em nossas escolhas, em nossa essência. Seu rosto, seu cheiro, seu
colo, seus ensinamentos estão gravados em nós para toda a eternidade.
E assim, com olhar repleto de amor, compreendemos
o que nos ensina a Palavra Sagrada em (Êxodo 20:12): ao determinar “Honra
teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra, que o Senhor
teu Deus te dá.”
Pois, honrar a mãe é reconhecer sua grandeza. É
ser grato pelo dom da vida. É valorizar seu sacrifício. É perpetuar seus
ensinamentos, É transmitir as futuras gerações suas histórias, seus conselhos.
Elevemos nossos pensamentos ao Grande Arquiteto
do Universo, pelas mães presentes, por aquelas
que ficaram em seus lares, e às que já partiram para o Oriente Eterno. Que
possamos, com humildade e gratidão, reconhecer que tudo que somos devemos
àquelas que nos deram não apenas a vida, mas o sentido de viver.
Que Deus abençoe todas as mães, fortalecendo-as
em sua sagrada missão. Que lhes conceda paz, sabedoria e a certeza de que
nenhum gesto de amor é em vão. Que nenhuma lágrima cai ao chão, sem propósito.
E que nós, como filhos e filhas, como homens e
mulheres, em constante aperfeiçoamento, saibamos honrar esse amor não apenas
com palavras, mas com atitudes dignas dos ensinamentos que recebemos.
Lembremos sempre que nossa mãe é o primeiro
templo habitado por nós. E seu amor, a primeira luz que nos foi revelada.
Que jamais, nos esqueçamos disso.
Feliz Dia das Mães! – artigo de autoria de Luiz
Carlos Feitoza, de Campo Mourão.