que, mesmo vivendo personagens marcantes, jamais perdem a essência. Assim é Carlos Eduardo Correia, artista que conquistou Campo Mourão e a região por dois nomes conhecidos do público: o palhaço Coquinho e o irreverente Boladão.
Durante uma conversa descontraída e breve, com o ele, sempre atencioso, fiquei sabendo que cada nome representa uma fase e uma forma de se comunicar com as pessoas. Mas fez questão de destacar que, acima de tudo, existe um homem e um cidadão por trás das máscaras.
“Quem me conhece pelo teatro, sou o palhaço Coquinho. Quem me conhece pelas redes sociais e pela publicidade, sou o Boladão. Mas, no fim das contas, o que fica mesmo é que sou o Carlos Eduardo.”
AUTÊNTICO - O apelido “Boladão” nasceu da personalidade forte e transparente. Segundo ele, surgiu pela maneira direta de enxergar a vida e de defender aquilo em que acredita. “Sou autêntico. Gosto de falar a verdade, mesmo quando ela pode machucar”, afirma.
COQUINHO - O palhaço Coquinho nasceu há mais de uma década, durante seus primeiros passos no teatro. Integrando o grupo artístico Sou Arte, que tinha um palhaço chamado Cocada. Daí Carlos recebeu da diretora e empreendedora Edilaine Maria de Castro, o apelido carinhoso por causa de sua estatura.
ESTIMA -Com 1,38 metro de altura, Carlos Eduardo me disse com naturalidade e maturidade sobre esse assunto. e se aceitar quem é se torna uma das maiores conquistas da vida. “A gente precisa aprender a viver do jeito que Deus escolheu colocar a gente no mundo. Se não aprender a rir disso e aceitar quem é, vai viver dependendo da opinião dos outros.”
A alegria contagiante do Coquinho ou do Boladão, revela uma filosofia baseada na autoestima, na fé e na liberdade de viver, sem buscar aprovação constante.
O PALCO SE FECHA - Apesar da alegria que transmite ao público, Carlos Eduardo comenta um momento em que os personagens ficam do lado de fora. “Quando chego em casa, tento deixar o Coquinho e o Boladão na porta. Lá dentro, sou apenas o Carlos Eduardo.”
SILÊNCIO - Mas ele admite que, muitas vezes, precisa do silêncio para reencontrar a própria essência. E é nesse equilíbrio entre a exposição pública e a vida pessoal, que Carlos Eduardo por meio do coquinho de boladão encontra forças para continuar criando.
ARTE É VIDA - Natural de Araruna, Carlos iniciou sua trajetória artística ainda no ensino médio, em aulas de teatro realizadas na escola. O que começou como um exercício de autoaceitação acabou mudando completamente seu destino.
Há mais de 15 anos ele vive da arte e resume sua profissão de maneira simples e profunda. “Arte é tudo aquilo que transforma. Tudo que você dá brilho é arte.”
Hoje, Carlos Eduardo vive exclusivamente do trabalho artístico, com os personagens Coquinho ou Boladão, e comemora o carinho recebido nas ruas e nos palcos da vida. “É muito difícil andar alguns metros sem ser reconhecido. Sou muito grato a Deus por esse carinho.”
A FELICIDADE - Ao longo da entrevista, Carlos Eduardo compartilhou uma reflexão que resume sua maneira de enxergar a vida. "Ninguém consegue aceitar verdadeiramente o outro antes de aprender a aceitar a si mesmo. Deus nos fez assim. Devemos aceitar quem nós somos, e só assim, a gente vai viver muito mais feliz. O ontem é história. O amanhã é um mistério e o hoje é um presente. Viva o seu presente.”
TOCANDO DE PRIMEIRA - Encerrando a conversa, perguntei a ele o que significa o "Tocando de Primeira".
Para Carlos Eduardo, tocando de primeira é seguir em frente, mesmo diante das dificuldades. “Na arte e na vida, tocar de primeira é aprender a lidar com as frustrações, com as quedas e, mesmo assim, continuar caminhando.” E esta é uma definição que resume não apenas sua carreira, mas também sua história.
UM CAMNHO - Entre o sorriso do Coquinho, a autenticidade do Boladão e a essência de Carlos Eduardo, existe um
Obrigado Coquinho, Boladão, ou o dono dos personagens, Carlos Eduardo, pela aula e lição de vida. Seja feliz.
Para ouvir a conversa: https://youtu.be/xxPGjj8yXhY?si=HIRJwN3NLSMFtmKx
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