Parabéns aos amigos jornalistas, escritores e comunicadores. Hoje é o dia do nosso padroeiro. São Francisco de Sales rogai por nós e que possamos ajudar a construir um mundo mais justo e fraterno. Viva!
“O amor é a perfeição do espírito e a caridade é a perfeição do amor”, dizia são Francisco de Sales. Conhecido como o santo da amabilidade, lutou vários anos de sua vida para dominar sua ira e obteve a conversão de muitos. A festa deste Doutor da Igreja e padroeiro dos jornalistas e comunicadores é celebrada hoje (24).
HISTÓRIA - Francisco de Sales nasceu no dia 21 de agosto de 1567 de uma família nobre, no reino da Sabóia, situado entre a França, Itália e Suíça. Ele estudou no Colégio de Clermont dos Jesuítas, em Paris, e na Universidade de Pádua, onde se doutorou no Direito Canônico e Civil.
Ele era de uma família numerosa, conhecida, da nobreza. O problema em sua juventude era que ele sentia que devia estar totalmente a serviço de Deus e da Igreja enquanto seu pai o queria casado, para que fosse o seu sucessor como o chefe da família.
Ao falar sobre a vocação de Francisco, o padre Wirth afirma que “o bispo daquele tempo pedia missionários para uma província protestante chamada Chablet, perto de Genebra. O bispo, que havia perdido esta província, perguntou a seus padres se alguém queria ser voluntário e ninguém queria, porém Francisco aceitou e este foi um período heroico de sua vida. Ele teve que se esconder, viver num castelo, pois foi um período de guerra de religiões e era muito perigoso.”
BISPO - Foi ordenado bispo de Genebra em 1602, mas residia em Annecy (agora situada na França), já que Genebra estava sob o domínio dos Calvinistas e era fechada para ele. Sua diocese tornou-se muito conhecida na Europa por causa de sua organização eficiente, de seu clero zeloso e dos leigos bem esclarecidos, uma realização monumental naquela época.
OBRA - A sua fama como diretor espiritual e escritor aumentava. Convenceram-no que reunisse, organizasse, expandisse e publicasse suas muitas cartas sobre assuntos espirituais. Foi o que fez em 1609, com o título “Introdução à Vida Devota”. Essa se tornou a sua obra mais famosa e, ainda hoje, é uma obra clássica que se encontra nas livrarias no mundo inteiro.
Mas o seu projeto especial foi o “Tratado do Amor de Deus”, fruto de anos de oração e trabalho. Este também continua sendo publicado até hoje. Ele queria escrever também uma obra paralela ao Tratado, ou seja, sobre o amor ao próximo, mas a sua morte no dia 28 de dezembro de 1622, aos 55 anos de idade, o impossibilitou. Além das obras mencionadas acima, suas cartas, pregações e palestras ocupam cerca de 30 volumes.
PADROEIRO - Sua atividade missionária, através dos livros e dos folhetos que deixava debaixo das portas das casas das pessoas durante a noite, por causa dos ataques devido aos conflitos já mencionados, fez com que o Papa Pio XI, em 1923, o proclamasse padroeiro dos jornalistas.
Segundo o padre Wirth “esta figura realmente merece ser conhecida através de suas obras, sempre muito difundidas. A atualidade deste santo pode ajudar muitos a redescobrir uma bela figura que inspira simpatia, como inspirou tanta simpatia a Dom Bosco.”
Escrito com trechos de texto deste link: http://oblatos.org.br/padroeiro.htm e com a entrevista concedida por padre Morand Wirth a padre Pedro André em maio de 2021.

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