6 de jan. de 2026

HISTÓRIA: fundadores da Academia Mourãoense de Letras e o surgimento da entidade há 24 anos no Centro-Oeste do PR

 ......"E eis que, por ironia do destino, fui convidada pelo presidente da Academia de Letras do Paraná, Túlio Vargas, que  veio a Campo Mourão, na Fecilcam,  juntamente com o deputado estadual  Augusto de Oliveira Carneiro e o presidente da Academia de Letras de Maringá, Antônio Facci. Foi uma surpresa, um susto! Pedi um tempo e refleti muito. 

Um mês depois liguei para ele, agradeci a honra do convite e me desculpei, não seria a pessoa ideal, sugeri outros nomes e me pus à disposição para colaborar. Ele insistiu, disse que demorara para me procurar, que eu deveria pensar melhor e aumentou meu prazo de decisão. Diante de minha argumentação, de que tinha dúvidas por causa do destino que ela poderia tomar, ele me deu longa lição e disse que, por ser assim crítica é que ele tinha me escolhido para a função, também essa era a sua preocupação à frente da Academia da qual era presidente. E que, por assim pensar, idealizou o projeto de criação de Academias por todo o Paraná. Não queria o monopólio da capital, queria espalhar Academias para divulgar e estimular as Letras no Estado. Assim me convenceu e, com a colaboração de um grupo muito competente, criamos a Academia de Letras de Campo Mourão. Eu sabia do desejo de Campo Mourão ter sua Academia, isso já tinha se manifestado quando nas nossas reuniões na Casa da Cultura para a fundação da Associação Mourãoense de Escritores - AME. Principalmente por parte de José Eugênio Maciel, Amani Spachinski de Oliveira, Roberto Irineu Brzezinski, Rubens Sartori e Cida Freitas.

Trata-se de um dever de honra e justiça às pessoas que se dedicaram intensamente ao processo, eu rememorar como organizei a Comissão de Criação e Implantação da Academia. Num trabalho de pesquisa minuciosa e inédita, metódica, mas, voluntária, os membros da Comissão de Implantação dedicaram-se de corpo e alma, foram assíduos, contribuíram com dados relevantes, com criticidade, sugestões, ações e mesmo como representação institucional de apoio. Quero lembrar delas aqui:  Departamento de Letras da Fecilcam - professores Wilson Moura, Mônica fernandes, José de Castro. Representando a AME - Elza Paulino de Moraes, Amani Spachinski de Oliveira, Rubens Luiz, Sartori, Noel Meireles Cardoso, Gilberto Santana de Alencar, Luiz Mazuchetti. Representando a Fundação Cultural, Professor José Eugênio Maciel, representando a Secretaria Municipal de Cultura, Edilaine de Castro.

Essa Comissão   foi muito ativa, crítica, o que contribuiu muito para um trabalho sério e fundamentado.
Mas há alguns desses membros, a quem gostaria de especialmente ressaltar. E explico porque: eles eram naturais ocupantes das primeiras cadeiras, seguindo o que já vinha ocorrendo na implantação das demais academias do Estado, mas deveriam manifestar essa vontade. Abdicaram. E não mais se manifestaram. Mas, seu trabalho nessa construção, embora registrado,  precisa ser lembrado,  e esta é minha oportunidade de fazê-lo. São eles: Wilson Moura, Mônica Fernandes, José Passos, que representavam o Departamento de Letras da Fecilcam, Gilberto Santana de Alencar, Noel Meireles Cardoso, representando a AME. Edilaine de Castro, representando a Secretaria Municipal de Educação, representada por Elza Paulino de Moraes.

A história de todo o processo, com os sujeitos membros que nele participaram ativamente, com as decisões e ações da Comissão, encontra-se registrada em um fascículo que eu mesma escrevi e foi distribuído no dia de sua implantação. Sou imensamente grata a todos. Mas, sinto necessidade de resgatar essas informações acima, e este é um bom momento. Sem o seu trabalho, a AML não teria existido." -  fonte: https://ilivaldoduarte.blogspot.com/2019/05/entrevista-de-domingo-professora.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário