"Diz o apóstolo que somos a agricultura de Deus. Nossa alma é o campo. Deus, o agricultor celeste. Na Parábola do Semeado, Jesus compara também o nosso coração à terra, onde cai a boa semente da palavra de Deus. Que faz o bom agricultor? Prepara a terra, cortando-a, revolvendo-a a golpes de enxada e arado. Depois semeia. E, quando nasce a planta, cuida que a não sufoque os espinhos ou a má erva. Vem a poda e são cortados os ramos. Certas árvores, como as mangueiras, exigem até golpes incisivos no tronco. Outras ficam reduzidas a uns poucos e bem podados galhos. Aos menos entendidos, o trabalho do agricultor parece mais obra de destruição do que cultura. Entretanto, vem o outono, vem a colheita e que riqueza, que belos frutos, que delícia!
Somos a agricultura de Deus. No expressivo dizer do apóstolo, e não queremos o trabalho do AGRICULTOR CELESTE no campo de nossas almas? Sob a forma de um agricultor apresentou-se Jesus a Madalena, na madrugada da ressurreição. Que simbolismo tocante! O divino e bom agricultor quer trabalhar. Dai-lhe o campo de vosso coração. Para a sementeira da graça deixai que a dor, bom arado, rasgue nele sulcos profundos. A sementeira da graça e do amor será tanto maior quanto maior o terreno preparado. E vereis depois, no outono da vida, que rica e bela colheita para a ETERNIDADE! Fonte: O breviário da Confiança,de Monsenhor Ascânio Brandão, editora Cleofas, página 186.
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Deus nos dá isso, realmente maravilhoso.
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