15 de jul de 2017

ENTREVISTA DE DOMINGO Walkyria Gaertner Boz

A professora Walkyria Gaertner Boz se emocionou e ficou muito feliz ao ouvir o hino de Campo Mourão, ao vivo no sábado 8 de julho no programa Tocando de Primeira quando estava sendo entrevistada por Ilivaldo Duarte na Rádio Colméia. Ela é a autora da música do hino, cuja letra tem a autoria do professor Egídio Martello. Walkyria foi homenageada na noite de 8 de julho  com a Comenda "Vida e Liberdade" em sessão solene da Academia Mourãoense de Letras. 
Professora,  voluntária da Rede Feminina de Combate ao Câncer em Curitiba ela é a  mais nova comendadora de Campo Mourão e recebe esta homenagem no Blog  do Ilivaldo na ENTREVISTA DE DOMINGO.  
"Meu marido foi Geraldo Boz, foi engenheiro civil e funcionário público estadual no DGTC (Departamento de Geografia, Terras e Colonização) e, em Campo Mourão atuava como Inspetor de Terras, vindo de Londrina para Campo Mourão, onde exercia o mesmo cargo. Tivemos três filhos, dos quais dois nascidos em Campo Mourão. 
Walkyria nasceu em Ponta Grossa e morou em Campo Mourão de 1961 a 1971.  "Vejo-me como uma pessoa otimista, determinada, corajosa, exigente, que encara tudo o que faz com capricho e paixão."
Conheça sua história de vida na ENTREVISTA DE DOMINGO.
QUEM É WALKYRIA GAERTNER BOZ?Sou uma pessoa otimista, determinada, corajosa,
exigente, que encara tudo o que faz com capricho e paixão. Estou viúva há um ano e cinco meses. Meu marido foi Geraldo Boz - engenheiro civil, funcionário público estadual no DGTC (Departamento de Geografia, Terras e Colonização). Em Campo Mourão ele atuava como Inspetor de Terras, vindo de Londrina para Campo Mourão, onde exercia o mesmo cargo. Tivemos três filhos: Geraldo Boz Jr - nascido em Londrina, Cristina e Cláudia - nascidas em Campo Mourão, e  temos cinco netos -  Leonardo, Henrique, Filipe, Daniel e Jessica.
Nasci em Ponta Grossa, em 17 de novembro de 1937 e sou filha de Dario Gaertner e Carmelita Ricci Gaertner.
ONDE FOI SUA INFÂNCIA? Fomos em 1943 para o Rio de Janeiro e lá fiz meus estudos e vivi o tempo das "cadeiras na calçada", em meio a gente boa e amistosa - um tempo em que as crianças brincavam na rua, as  famílias se reuniam para fazer
grandes festas juninas e assistir a passagem dos enormes blocos de Carnaval com bandas que permitiam se ouvir o povo cantando as lindas melodias dos carnavais de outrora. Um tempo onde os pais não precisavam levar os filhos à escola e as crianças andavam de bonde e trem sem susto...foi esse o meu Rio de Janeiro.
Estudei Piano, Teoria Musical, Canto Coral, Canto
Lírico e Harmonia na Escola Nacional de Música da UF. Como universitária, tinha ingressos para concertos de orquestras, óperas, apresentações de corais, teatros e eventos culturais, a maioria das vezes no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde desenvolvi minhas aptidões e me tornei a apaixonada que sou até hoje pela música clássica, arte e cultura.

Sem falsa modéstia, eu sempre me destaquei nos estudos, em todas as matérias. Tinha sempre as notas mais altas e conseguia as melhores medalhas no fim do ano (eu as tenho guardadas até hoje). Representava o colégio em competições literárias e sempre ganhava. Tem uma história interessante sobre uma dessas ocasiões: Era o começo de 1954, estava 4a. série do ginásio e a nossa diretora conseguiu que visitássemos a fábrica dos sorvetes Kibon - uma potência que não fazia muito tempo que se instalara no Brasil. Lá, depois da visita (que para nós foi um assombro ver aquelas imensas máquinas preparando as massas de sorvete), e depois de um lauto lanche de sorvetes, o coordenador da visita nos disse que teríamos de participar de um concurso literário, falando do que víramos ali, e que concorreríamos com todas as escolas que lhes visitaram aquele ano. Haveria uma seleção para a melhor redação da nossa turma, que depois concorreria com as melhores das outras escolas. A minha redação foi a vencedora da minha escola e eu até tinha quase esquecido o assunto, quando assistimos um movimento grande de estranhos no colégio e, pouco depois, a diretora veio nos comunicar que eu fora a ganhadora do premio anual da Kibon. No dia combinado eu ganharia um prêmio e o caminhão da Kibon viria servir sorvete a todos os alunos da escola. Imagine o alvoroço! A meninada vivia à minha volta, querendo saber quando aconteceria a festa, e eu também esperava ansiosa. 

Até que uma dia a diretora veio nos avisar que seria no dia seguinte e pedindo que nos esmerássemos nos uniformes e no comportamento para com os visitantes. O dia seguinte, tão esperado, amanheceu na maior turbulência no Rio, um barulho ensurdecedor de sirenas e tanques de
guerra passando pelas ruas. Era o dia 24 de agosto de 1954, as estações de rádio, em histeria jornalística, comunicavam a morte do presidente Vargas, e avisavam que os pais não deveriam mandar seus filhos à escola Foi uma verdadeira "água gelada". Naquele tempo nem telefone fixo o povo tinha, isso era facilidade que só muito poucos tinham e assim, nos limitamos a ficar encolhidos em casa, uma catástrofe dentro da outra.: Ficamos sem sorvete e o presidente morrera, fazendo do Rio um caos, quando vimos soldados nas ruas como nunca víramos antes.
Dias depois, sem caminhão de sorvetes e num silêncio solene e pesado, chegou na escola uma comissão de autoridades da Kibon. Fui chamada à sala da diretora, onde recebi o prêmio entre feliz e frustrada - cadê os sorvetes para meus colegas?). Recebi um estojo com uma caneta e lapiseira Parker 51, sonho dourado até de gente grande, que fará de uma modesta ginasiana feito eu.
Depois desse, vieram mais prêmios em concursos. Ganhei uma bolsa de estudos, já no curso Científico, e, num concurso literário promovido pelo Ministério da Educação consegui um 2º lugar, me situando
entre o colégio Anglo Americano, colégio particular de alto prestigio no Rio e o Colégio dom Pedro II, um dos maiores baluartes da educação no Brasil daquele tempo, uma vitória estrondosa para um modesto colégio Municipal.
Não finalizei meus cursos, inclusive fazia também, nessa época, cursinho para o vestibular, em dúvida ainda entre Jornalismo e Línguas Neolatinas, e já havia me inscrito para a Universidade Federal quando, em fins de 1957, viemos passar as festas de fim de ano em Ponta Grossa, conheci meu marido, e abandonei tudo para vir para o Paraná. Casamo-nos em dezembro de 1958 e fomos para Londrina, onde ele já morava, e onde, em novembro de 1960, nasceu nosso filho, Geraldo Jr. 

QUANDO PASSOU POR CAMPO MOURÃO? Meu marido era funcionário público do DGTC (Departamento de Geografia,Terras e Colonização) em Londrina, e com a mudança de governo (Moisés Lupion para Ney Braga em 1961, meu marido foi transferido para Campo Mourão, onde havia grandes conflitos de terras na região.
Como falei no meu discurso de recebimento da Comenda Vida e Liberdade, dia 8 de julho último, feita pela Academia Mourãoense de Letras, a mudança em minha vida foi muito grande. Eu tinha
21 anos quando cheguei em Londrina e fiquei abismada com o que via: o pó vermelho invadindo tudo, as ruas sem calçamento, a quantidade de máquinas e jeeps pelas ruas mas, ao mesmo tempo, sentia o afã de crescer, o progresso latente, o trabalho pesado e exaustivo do povo ansiando por vencer as dificuldades e prosperar. Isso me encantou. Senti ali uma "cidade menina", pujante, cheia de vigor e vontade... Parecida comigo.

O mesmo senti quando, em 1961 viemos para Campo Mourão. Já não estranhava o pó vermelho e o barro, só que Campo Mourão ainda era mais jovem. Era uma "cidade bebê" e não demorou para eu me encantar mais ainda, por que, de repente, senti que aqui eu poderia libertar meu potencial em favor do crescimento da cidade, que, como disse em minha fala, clamava por se expandir e se oferecia a todo caminho pelo progresso e a quem tivesse coragem para desbravar suas dádivas. E em Campo Mourão nasceram minhas duas filhas: Cristina, em 11/1962 e Cláudia em 01/1964.

COMO FOI SUA TRAJETÓRIA DEPOIS DE CAMPO MOURÃO? Depois de Campo Mourão, apesar de vir transferida para Curitiba, atendi aos apelos de meu marido que não queria mais que eu lecionasse e, de fato, meus filhos estavam numa fase escolar que precisavam de minha atenção. Apenas passei a frequentar a Rede Feminina de Combate ao Câncer, atendendo aos apelos de minha tia, Anita Gaertner, que lutava para conseguir finalizar o Hospital Erasto Gaertner e para o qual eu já vinha arrecadando fundos em Campo Mourão e nas cidades vizinhas, mesmo antes de vir para Curitiba. 

Conseguimos inaugurar o hospital em 1972 e lá estive todos estes anos, tendo participado de todos os cargos administrativos e assumindo a presidência de 2010 a 2014.
Hoje,após o falecimento de meu marido, em 2016, e ter feito algumas viagens, curto a calmaria de minha casa, dedicando-me à música, leitura, artes manuais como trico e crochê, e tento voltar a escrever como sempre gostei, alimentando meu "BLOG" e organizando meus escritos esparsos, dando atenção aos filhos (agora só Geraldo Jr e Cláudia...Cristina faleceu em 2007) e aos meus cinco netos.
QUEM FEZ O CONVITE PARA LECIONAR EM CAMPO MOURÃO? COMO ERA AQUELE TEMPO? Fui recebida com carinho pelas senhoras mourãoenses e volta e meia era convidada para lanchar com o grupo. Numa dessas vezes, duas delas se queixaram do aproveitamento baixo dos filhos na escola, estavam preocupadas porque os meninos iriam fazer o concurso de admissão ao ginásio aquele fim de
ano. Eu morava numa casa enorme e me sentia muito sem o que fazer a maior parte do dia, daí me ofereci para avaliar os meninos e colocá-los na linha. Foi o começo. Os meninos passaram bem para o ginásio e, no ano seguinte apareceram mais meninos e meninas para o meu preparatório. Aí sim, comecei a participar do crescimento da cidade, fazendo o que eu gostava. Logo fui convidada pelo prof. Ephigênio José Carneiro (foto) para trabalharmos juntos num cursinho de admissão, em melhores instalações e com um grupo grande de alunos.  

Em seguida ele mesmo, que era o diretor do Ginásio Estadual, me convidou a lecionar ali. Era um enorme casarão de madeira, lá longe, na entrada do Lar Paraná.

Era tudo muito difícil, as ruas eram puro pó ou puro barro, até a chegada ao ginásio era difícil, e meu marido me levava muitas vezes de jeep para enfrentar o caminho. As luzes na cidade eram poucas, conseguidas através de um gerador e mal se saia à noite.

O QUE FEZ NA SUA VIDA QUE NÃO FARIA DE NOVO? Quando meus filhos já eram adolescentes e já meio independentes, senti-me outra vez "desocupada", querendo mais atividades. Como era muito chegada às artes manuais resolvi abrir uma loja e, além dos produtos inerentes, dava aulas de trabalhos artesanais. Não deu certo. Não era a minha "praia", apesar de eu lutar para que sobrevivesse por dez anos. Acabei por desistir com um enorme prejuízo. e muito frustrada. Foi a experiência que eu não faria de novo. Não sou comerciante. Essa é também a "jogada" que, se eu pudesse voltar no tempo, jamais teria feito.
COMO ENTROU A MÚSICA EM SUA VIDA? Nunca fui maestrina. Só me arvorei a sê-lo pelas circunstâncias e devido aos meus conhecimentos de música, à minha coragem e ao meu desejo de me doar à educação daquela juventude tão sedenta de saber e viver. Como já participara de corais e estudara também Canto Coral, não vi dificuldade em tentar botar meus conhecimentos à prova, e deu tudo certo, graças a boa vontade e dedicação dos jovens.

COMO SURGIU A IDEIA DO HINO A CAMPO MOURÃO? Estávamos no ano em que a cidade faria 21 anos de emancipação e se programavam vários eventos, inclusive se esperava a presença do governador do Estado Paulo Pimentel.
Eu já havia sido convidada a preparar o clube “10 de outubro” para o “Baile do Governador”, missão que aceitara e estava trabalhando intensamente junto com os jovens do Colégio Estadual e da Escola Normal. Uns dez dias antes da festa o professor
Martelo me chamou, dizendo que recebera a visita do Dr. Milton Luiz Pereira - nosso prefeito,  pedindo-lhe que nosso coral se apresentasse na inauguração da nova estação Rodoviária. Perguntei ao professor Martelo: "Mas cantaremos o que? No nosso repertório temos muitas músicas, cantigas de roda, folclóricas e até da moda, mas não temos nada que fale em Campo Mourão! O professor Martelo silenciou e depois me olhou preocupado, dizendo: “Dê um jeito dona Walkyria, dê um jeito...” Fiquei com o problema...E agora?
Eu já estava lidando com muitas coisas, mas, volta e meia, lembrava-me disso: O que vou fazer?. Eu sempre tinha músicas na cabeça, mas essa não era uma incumbência qualquer. Umas duas noites depois, acordei de madrugada com uma melodia me incomodando. Levantei-me e passei-a para o acordeon - mais fácil de chegar à harmonia, e gostei. Peguei um caderno pautado, fui tocando baixinho para não acordar as crianças e colocando no papel a melodia e a harmonia, corrigindo aqui e ali. Na manhã seguinte ensaiei um pouco e gravei-a numa fita, num antigo gravador, a levei ao professor Martelo e lhe disse: aqui está, professor, uma música nova. Se o senhor  conseguir colocar nela uma letra que fale em Campo Mourão, eu garanto que apronto o Coral para o dia 10.
O professor me olhou surpreso e disse sorrindo: vamos fazer isso, dona Walkyria! Acho que passou a noite lidando, porque no dia seguinte me entregou a poesia. Gostei muito da letra, testei-a com a música e, com alguns acertinhos, achei que dava para apresentá-la, afinal nem precisava me preocupar tanto, eu me dizia era apenas uma apresentação momentânea, para um único dia.
Daí foram vários ensaios, no colégio, fora de hora, em minha casa, mas conseguimos. No dia 10, lá estávamos, o coral nos “trinques” e no maior entusiasmo. Foi tudo bem e cantamos pela 1ª vez a música, à frente do palanque, com uma multidão atrás de nós e todos sob forte emoção, sendo observados pelas maiores autoridades municipais e várias estaduais. Saiu tudo perfeito, como desejávamos.
Para mim terminou ali. Cumpri uma tarefa que me foi dada pelo meu superior e prosseguimos em nossos trabalhos, sendo que, a pedido do professor Martelo fomos com o Coral à Londrina, me parece que na rádio Eldorado, para gravar a música, que o professor Martelo sempre chamava de “Hino”. E assim foi feito,, com o nome de todos os participantes na contracapa e na capa o título de “Hino de Campo Mourão”. 
Clique e ouça o hino em três versões - uma delas com a nossa gloriosa banda municipal - imperdível e inesquecível.
https://www.youtube.com/watch?v=A6HOlEyJmoc

https://www.youtube.com/watch?v=OHTjY8pRp6A

https://www.youtube.com/watch?v=ab-kXsAvsIY
Achei prematuro, mas não podia me contrapor ao entusiasmo do professor Martelo, que certamente, dali em diante, passou a defender a composição para que assim fosse. E o hino foi oficializado, para minha surpresa, em 23 de abril de 1992, muitos anos depois, em projeto dos vereadores Olivino Custódio e Celso Ferrari (foto), na gestão do prefeito Augustinho Vecchi.
Compor, caro Ilivaldo, não tem tempo nem demora.. Não se precisa de nada a não ser ter dom, por pequeno que seja, e saber tocar um instrumento para materializar a música que “passeia” pela nossa cabeça e também saber passá-la para uma pauta, antes que ela esmaeça e suma para sempre....
Meu relacionamento com o professor Martelo (foto abaixo) era respeitoso e eu o admirava pela sua dedicação aos alunos, sua eficiência como diretor de um colégio que começava e precisava de quase tudo para funcionar a contento, procurando, dentro dos seus parcos limites, atender a todos, alunos e professores em suas necessidades.

COMO É SEU TRABALHO NA REDE FEMININA DE COMBATE AO CÂNCER?  Na Rede Feminina de Combate ao Câncer o trabalho é voluntário e dignificante, porque atendemos os doentes, nas suas necessidades mais corriqueiras e mais urgentes, durante sua estada no hospital, como diminuirmos seu tempo de espera,
nos casos de emergência cuidarmos do pronto atendimento e levar-lhe conforto presencial e carinho nas enfermarias e quartos, pois a grande maioria vem do interior. Também temos ações de ajuda financeira, providenciamos remédios, fazemos prevenção do Câncer com palestras de orientação, temos o grupo das artes, o grupo da Loja, o grupo da Costura, do Curativo, do Bazar e vários outros.Todos trabalhando para ajudar também na manutenção do hospital..Estou afastada agora, após 47 anos de dedicação e, melhor dizendo, FUI afastada por discordar da pessoa que me sucedeu na presidência e não esconder isso.

QUAIS ATRIBUTOS PARA SER UM CIDADÃO DIGNO E RESPEITADO? É ser ético.... O que, para mim, é viver com naturalidade e transparência sob princípios rígidos de caráter, como honestidade, responsabilidade, respeito, confiança e sinceridade.

QUAL A MANCHETE FICOU NA HISTÓRIA DE SUA VIDA? Foi a da chegada do homem à Lua...Foi uma marca, um divisor de águas. Dali em diante o mundo acelerou assombrosamente em tecnologia e conhecimento e entramos num ciclo novo.

QUAL MOMENTO FICOU NA SUA HISTÓRIA COMO MUITO BOM?  Foi quando Geraldo, logo que nos conhecemos, em final de dezembro de 1957 e tendo ido com a família dele para Palmas (PR), passar as festas de fim de ano, voltou dia 31 para Ponta Grossa para estar comigo. Foi a maior prova de amor que poderia ter dado, ali decidir que era ele e viria para o Paraná. Vivemos um romance cinematográfico. Do dia em que nos conhecemos até o dia em que nos casamos, foi um ano, mas só nos vimos por 25 dias, contados das idas dele ao Rio para estar comigo. Essa história (que pretendo ainda escrever) dá material suficiente para um livro.
COMO FOI OUVIR O HINO DE CAMPO MOURÃO NO SÁBADO (8) QUANDO A ENTREVISTAVA NO PROGRAMA TOCANDO DE PRIMEIRA?  Foi uma grata e emocionante surpresa, que mexeu muito comigo. Não esperava isso. Senti-me voltando no tempo.
COMO RECEBEU A HOMENAGEM DA
COMENDA VIDA E LIBERDADE DA ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS? Bom, para essa, eu já vinha me preparando emocionalmente há dias, desde que a a presidente da AML Ester Piacentini me procurou. Ali sim, tive uma enorme surpresa e fui às lágrimas, pois constatei que não fora esquecida, que ainda havia carinho por mim na cidade a quem eu dera tanto amor. Depois, foi tudo a continuidade dessa emoção, com um evento muito solene, bem organizado, com a assistência dos acadêmicos e cidadãos que me honraram muito com sua presença.

COMO AVALIA A CULTURA PARA UMA CIDADE? A Cultura em Campo Mourão está muito bem cuidada e sedimentada, pois tem escolas de várias especialidades, teatro, museu e biblioteca. Vamos caminhando com firmeza para a formação plena de nossos jovens e o deleite de todos os cidadãos, ávidos de distração e entretenimento saudável.
O QUE AINDA NÃO FEZ QUE, SE TIVESSE CONDIÇÕES, AINDA GOSTARIA DE FAZER?. Pergunta muito difícil. Não me ocorre nada. Dentro das minhas limitações, e nesta altura da vida, sinto-me uma pessoa realizada e feliz com tudo que consegui.
CITE TRÊS PERSONALIDADES EM CAMPO MOURÃO. Dr. Milton Luiz Pereira (foto), professor Egydio Martelo e dona Adelaide Salvadori.

QUAL O ESPORTE PREFERIDO, ÍDOLO E TIME? Gosto muito de esporte e “torço” muito nos jogos do Brasil, em qualquer dos desportos, mas meu favorito é o Futebol. Sou “coxa” no Paraná e corintiana em São Paulo. No Rio sou Fluminense, em Minas sou Atlético, na Bahia sou Vitória, no Rio Grande do Sul sou Inter e por aí vai. Eu sou brasileira, com muito orgulho, com muito amor!
QUAL O SENTIMENTO DESTA HOMENAGEM E DA PARTILHA DA SUA HISTÓRIA? Sinto-me feliz e agradecida, especialmente por ser talvez uma oportunidade de mostrar àqueles que ainda lutam por seus ideais, que não se deve desistir, que se deve enfrentar os desafios com ética e coragem., e saber perder, quando isso se fizer irremediável e imperioso. Minha história é um livro aberto. - Abaixo, imagem recebendo em 2006 o título de Cidadã Honorária de Campo Mourão.
Jogo Rápido:
Música: de todos os tipos, mas uma “quedinha” pela música clássica romântica (Chopin, Lizt, Debussy, Tchaikowsky, Strauss) e óperas de Puccini e Verdi.
Livros e autores: obras de Jorge Amado, (quase todas), Machado de Assis, Graciliano Ramos, Érico Veríssmo., e vários estrangeiros
Um professor: foram vários, que me deixaram muitas marcas e exemplos.
Um sonho: ver meus netos realizados e felizes
Saudade: da minha adolescência, quando me sentia dona do mundo
Hobby: Ler, ouvir música, ver filmes e noticiários na TV, fazer trico e crochê.
Mania: Sou exigente e perfeccionista.
Programa: nenhum em especial, mas tenho preferência pelos noticiários da Globo.
Título: "PQP, a melhor avó do Brasil!”, que me conferiu a torcida e a bateria do curso de Direito da UFPR, nos Jogos Jurídicos do Paraná, agora em Junho de 2017, em Maringá.
Frustração: Não ter podido estudar medicina e continuar o trabalho de Erasto Gaertner, meu tio, como ele desejava.

Família é: a célula de uma sociedade. Conforme ela é, assim serão seus cidadãos.

A Campo Mourão do presente é...uma grande promessa para o futuro da nação.
A Campo Mourão do futuro será! a constatação de que o trabalho bem estruturado recompensa com sucesso e felicidade.
RECADO FINAL - Prezado Ilivaldo, agradeço-lhe esta oportunidade e coloco-me à disposição de meus conterrâneos sempre que precisarem. Tenho muitas histórias, também passadas em Campo Mourão, que não cabem aqui e estão transcritas no meu blog “Folhas do Outono” (Também tenho um blog!), que está meio desativado, mas que vou, imediatamente, colocá-lo vivo. Ali você verá que fui até sua colega de microfone.  Ai vai: http://folhas-do-outono.blogspot.com
Aqui fico, agradecida e às ordens.

2 comentários:

  1. Walkyria, mulher surpreendente que admiro muito. Força de viver e energia inigualáveis com histórias fantásticas e adoráveis que estamos sempre querendo ouvir.

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    1. Querida Lúcia, obrigada! Se não tivesse a minha idade e experiência ficaria até envaidecida, mas veja : fui apenas a pessoa certa,no lugar e hora certos...

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