Uma empresa percebe que o mercado mudou, mas não sabe quando a crise vai piorar. O gestor não controla a economia, os clientes ou os acontecimentos. Ainda assim, precisa decidir bem o que fazer agora.
A lição vale para todos: responsabilidade não é controlar tudo. É agir com cuidado dentro do que está ao nosso alcance, mesmo quando o futuro assusta.
Diante de um risco, esperar que tudo se resolva sozinho é uma escolha. Preparar-se também é uma escolha. Pode significar proteger pessoas, organizar recursos, rever planos e criar alternativas antes que a urgência reduza as opções.
Isso não exige adivinhar o que virá. Exige observar os sinais, buscar informações confiáveis e aprender com o que acontece. Quando uma hipótese não se confirma, o plano precisa ser revisto. Persistir não é repetir a mesma ação; é continuar responsável pelo objetivo, ajustando o caminho.
Há uma diferença importante entre aceitar que não controlamos tudo e usar isso como desculpa para não fazer nada. Não escolhemos tudo, mas respondemos pelo modo como agimos. Quem não pode impedir a tempestade ainda pode verificar se há abrigo, cuidar de quem depende dele e evitar riscos que podem ser prevenidos.
Essa postura vale para uma empresa, uma família ou uma carreira. O gestor talvez não escolha cada mudança do mercado, mas pode preparar a equipe, manter informações claras e tomar decisões no tempo possível. Na vida pessoal, talvez não possamos evitar uma dificuldade, mas podemos pedir ajuda, planejar despesas e proteger o que é essencial.
O futuro continuará fora de nosso controle. Nossa preparação, nossas escolhas e a responsabilidade com os outros dependem de nós. Não espere certeza para começar a cuidar do que importa.
- artigo do professor e consultor Abraham Shapiro, publicado neste 2 de novembro em várias mídias como o jornal Folha de Londrina e aqui no BLOG DO ILIVALDO DUARTE
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