A inteligência emocional foi a habilidade profissional mais buscada pelos brasileiros no Google entre julho de 2025 e julho de 2026, segundo levantamento da escola de negócios Conquer.
Mais do que descobrir o significado do termo, profissionais também procuraram maneiras de desenvolver essa competência — um sinal de que habilidades comportamentais estão entrando com mais força na agenda de carreira.
O movimento acontece em paralelo ao avanço da inteligência artificial no mercado de trabalho. Enquanto competências técnicas ligadas a IA e dados crescem rapidamente, empresas também continuam valorizando capacidades humanas como resiliência, autoconhecimento, liderança, empatia e escuta ativa, segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial.
Brasileiros querem aprender a lidar melhor com pressão e decisões - O levantamento analisou buscas realizadas nas cinco regiões do país e encontrou inteligência emocional no topo das habilidades pesquisadas.
Autoconhecimento, pensamento crítico, raciocínio lógico, habilidades sociais, empatia e liderança também aparecem entre os interesses dos profissionais. Além disso, muitas consultas vinham acompanhadas da expressão “como desenvolver”, indicando uma procura que vai além da curiosidade.
Só as buscas associadas a “curso de inteligência emocional” e “curso de autoconhecimento” superaram 50 mil no período analisado, segundo a pesquisa.
A explicação passa por situações cada vez mais comuns no trabalho: pressão, mudanças constantes, decisões rápidas, conflitos e colaboração entre equipes.
A tecnologia cresce — mas habilidades humanas não perderam espaço - O avanço da IA poderia sugerir que apenas competências tecnológicas ganhariam importância. Os dados mostram um cenário mais complexo.
No levantamento global do Fórum Econômico Mundial, 69% dos empregadores consideram pensamento analítico uma competência central, enquanto 67% citam resiliência, flexibilidade e agilidade.
Liderança e influência social aparecem para 61%, motivação e autoconsciência para 52% e empatia e escuta ativa para 50%.
Ao mesmo tempo, IA e big data lideram a lista de habilidades com crescimento mais acelerado até 2030. Ou seja, aprender a trabalhar com tecnologia não elimina a necessidade de saber trabalhar consigo mesmo e com outras pessoas. Fonte: Exame.
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