desde 2002, mas sempre antenado, está ligado à atividade agropecuária. Depois da aposentadoria, passou a trabalhar com criação de bovinos para produção de carne e leite a pasto, no Paraná, além de continuar escrevendo artigos sobre agropecuária para jornais, revistas e sites.
HISTÓRIA - Em 2015, Gaudêncio recebeu homenagem na
Fazenda Experimental da Coamo, quando dos 30 anos de implantação do ensaio de rotação de culturas. A unidade de pesquisa é considerada um dos mais bem-estruturados centro de pesquisas do país, localizado em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná.
DESAFIOS - O pesquisador Celso de Almeida Gaudêncio, recorda que a área Técnica da Coamo sempre se preocupou em ensinar os cooperados a adotarem práticas sustentáveis visando a melhoria das produtividades. “Tivemos grandes desafios, mas passado essas décadas vemos que valeu a pena. O sistema de rotação de culturas contribui significativamente para que a potencialidade das culturas fosse alcançada e é de uma importância para os dias atuais”, explica.
EMBRAPA - Segundo publicação da própria Embrapa, Gaudêncio
integrou a empresa desde sua fundação e trabalhou por mais de 20 anos na
Embrapa Soja. Ele foi um dos pioneiros nos estudos sobre sistemas de produção
vegetal, especialmente na semeadura direta (plantio direto); rotação entre
lavoura e pastagem; sistemas de produção que buscavam melhorar a conservação e
a produtividade do solo e avaliação econômica de diferentes sistemas agrícolas.
RAÍZES DE GAUDÊNCIO
EM SANTA CATARINA - Celso de Almeida Gaudencio, formado em
1964 pela Universidade Federal do Paraná, iniciou como engenheiro agrônomo em
1965 no Serviço de Pesquisa da Secretaria da Agricultura de Santa Catarina. Foi
responsável pela implantação da Subestação Experimental de Rio do Sul/SC. Entre
os trabalhos desenvolvidos na sua trajetória foram a implantação de
experimentos com a mandioca no Vale do Itajaí; ensaios da Rede Catarinense de
Pesquisa com milho, feijão e soja, e a preparação de sementes da rede de
experimentos de cultivares de arroz irrigado em Santa Catarina.
Em 1968, foi nomeado pelo Ministério da Agricultura, para trabalhar na Estação Experimental de Rio Caçador/IPEAS/DNPEA, em Caçador (SC) /SC. Desenvolveu ensaios de avaliação de trigo e de cevada, implantou o Ensaio de Calibração de Análise do Solo e de Bioclimatologia de Trigo/IPEAS.
ATUAÇÃO NO PARANÁ -Transferido para trabalhar em trigo no
IPEAME/DNPEA (Instituto de Pesquisa Agropecuária Meridional) em Colombo (PR),
atuou como responsável pela pesquisa de trigo nas regiões Centro-Sul, Oeste e
Sudoeste. Participou da equipe de zoneamento para recomendação de época de
semeadura do trigo para o Paraná. Coordenou o grupo de pesquisa vegetal do
IPEAME e foi membro da Comissão Estadual de Sementes de Trigo, além de
participar da equipe de Pesquisa de Fontes de Resistência às Doenças do Trigo.
Em 1975, com a transformação do DNPEA (Departamento Nacional
de Pesquisa Agropecuária) em Embrapa, foi nomeado como chefe substituto da
Representação da Embrapa no Paraná.
TRIGO - Em 1976, Gaudêncio coordenou do Plano Integrado de
Pesquisa de Trigo Embrapa/Iapar/Ocepar, junto ao Iapar em Londrina (PR). Foi
responsável pelos ensaios de cultivares de trigo no Paraná até 1980, e
participou da equipe do ensaio de sucessão de soja e trigo do Centro Nacional
de Pesquisa da Soja/Embrapa.
ROTAÇÃO - A partir de 1982, atuou como responsável em diferentes projetos de sistemas de rotação de culturas em Campo Mourão (Coamo/Embrapa), Cascavel (Ocepar/Embrapa), Guarapuava (Embrapa/Agrária) e Londrina. Em 1985, pelo projeto sistema misto lavoura pastagem para recuperação do solo em Londrina, e responsável Técnico de áreas pilotos de sistema misto lavoura pastagem Embrapa/Greta 1989/1994: Fênix/PR, Iepê/SP e Sertaneja/PR (Paranagi).
PIONEIRISMO - Segundo publicação da própria Embrapa,
Gaudêncio integrou a empresa desde sua fundação e trabalhou por mais de 20 anos
na Embrapa Soja. Ele foi um dos pioneiros nos estudos sobre sistemas de
produção vegetal, especialmente na semeadura direta (plantio direto); rotação
entre lavoura e pastagem; sistemas de produção que buscavam melhorar a
conservação e a produtividade do solo e avaliação econômica de diferentes
sistemas agrícolas.
LONGEVIDADE - A trajetória de Celso de Almeida Gaudêncio é
especialmente interessante porque está ligada a um dos experimentos de maior longevidade
e importância para a agricultura conservacionista do Paraná: o estudo de
rotação de culturas iniciado em 1985 na Fazenda Experimental da Coamo, em Campo
Mourão.
REVISTA COAMO – Há mais de 10 anos, o pesquisador respondeu
em entrevista à Revista Coamo, sobre os papéis do pesquisador e do agricultor.
Pesquisador: “Diante dos problemas do campo ou da inovação
tecnológica cabe ao pesquisador formular hipóteses, para resolução de problemas
ou de novas tecnologias. Estudar variáveis para obtenção de dados de parâmetros
pré-definidos e fazer as inferências estatísticas para comprovar ou não se as
hipóteses levantadas no estudo são verdadeiras. Cabe à pesquisa criar
informações para todos. Mas, é no momento de transmitir conhecimento, que este
trabalho se torna humano.”
Agricultor: “Cabe a ele eleger qual técnica pode ser adotada ou
adaptada no seu sistema de produção, que traga à atividade desenvolvimento
produtivo, econômico e ambiental.”
LEGADO - Sobre o sentimento que fica após tantos anos
promovendo a difusão de tecnologias, o pesquisador responde: “Enquanto
profissional, sempre busquei o crescimento com desenvolvimento econômico
regional, tornando a produção rural de nossa Pátria mais forte, adotando
política de produção de alimentos suficiente para proporcionar o bem estar de
toda população.”
PROTAGONISTA - Celso de Almeida Gaudêncio é um nome importante na história da pesquisa agropecuária paranaense, especialmente na evolução dos sistemas de produção, conservação do solo, plantio direto e integração entre lavoura e pecuária. Gaudêncio, com um forte legado ligado à transformação da agricultura.






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