O Paulista de São Paulo, Marcelo Batista, conhecido no futsal como "Tchelo" ou Marcelinho, está entre os profissionais mais respeitados da modalidade no Brasil. Tchelo é o novo treinador do Campo Mourão Futsal, em substituição a Betinho Castro, desligado esta semana. E estreia neste domingo, no Majestoso Belin Carolo, contra o Pato pela Liga Nacional de Futsal.
O novo técnico mourãoense foi destaque nacional como ala, sendo conhecido na época como Marcelinho. Ele vestiu a camisa da Seleção Brasileira e fez história ao ser eleito o melhor ala da primeira edição da Liga Nacional de Futsal (LNF), em 1996.
Na Itália: Após pendurar as tênis, migrou para a beira da quadra e trabalhou no futsal italiano, onde era chamado simplesmente de Batista
No futsal do Paraná, ganhou projeção com duas passagens pela AAEMA/Mariópolis (2019 e 2021/2022). Em 2023, chegou ao Marreco Futsal de Francisco Beltrão para comandar o Sub-20, onde conquistou o inédito título estadual da categoria. Em 2024, assumiu a equipe adulta principal do clube, levando o time à semifinal da Série Ouro do Paranaense e ficando até o final de 2025.
Origem do nome Tchelo - “Quando eu joguei no Vasco de Caxias do Sul, tinha quatro atletas com o nome de Marcelo, um deles, inclusive, é o Marcelo Serrão, que jogou no Marreco. Então começaram a me chamar de Tchelo e ficou assim."
Carreira - O primeiro clube fora de São Paulo que Tchelo jogou foi o Blumenau (SC), onde ficou por três temporadas. Depois, foi jogar no Frango Sertanejo, que era um dos principais times do Brasil na década de 1980. Em 1992, ele foi jogar na Inpacel, da Arapoti, base da Seleção Brasileira, com jogadores como Manoel Tobias, Jorginho, Vander Iacovino, Choco, Danilo, Fernando Ferretti, dentre outros nomes da história do nosso futsal.
Enxuta - Em 1993, começou a trajetória de “Marcelinho” na Enxuta, de Caxias do Sul (RS), onde conquistou vários títulos, dentre eles a Taça Brasil de 1996 em cima do Vasco, que também era de Caxias, mas do bairro São Pio X.
“Depois daquela Taça Brasil, o projeto da Enxuta terminou. Aí eu fui contratado pelo Vasco e disputamos a primeira edição da Liga Nacional, ainda em 1996, chegamos na final e perdemos para o Inter. E eu fui o melhor ala-esquerdo na LNF, o que me rendeu a convocação para a Seleção Brasileira”, comenta Tchelo, que não esconde a frustração por não ter sido convocado para a Copa do Mundo de 1996, quando o Brasil foi campeão.
Primeira LNF - Em 1997, a ACBF, de Carlos Barbosa (RS), disputou sua primeira Liga Nacional e Tchelo fez parte desse elenco, que ficou em terceiro lugar. “Com o fim da Enxuta, muitos jogadores acabaram indo para Carlos Barbosa, que se tornou uma referência no futsal. Mas quando eu joguei lá, o projeto ainda estava no início. Fiquei muito feliz de voltar a Carlos Barbosa após quase 28 anos e ver como tudo evoluiu tanto nesse período”, comenta Tchelo, que venceu a ACBF com o Marreco, pela LNF Cresol 2025, por 5 a 2, no dia 27 de maio.
Despedida - Em 2002 ele partiu para jogar na Itália, primeiro no Caserta, depois no Marcianise, onde atuou até 2007 e clube que encerrou a carreira como jogador.
Carreira de treinador -“Queriam que eu fosse o treinador na época, mas eu não queria. Foi aí que eu indiquei o Marquinhos Xavier, hoje técnico da Seleção Brasileira, para ser nosso comandante. Ele tinha encerrado seu trabalho no Palmas, aqui no Sudoeste do Paraná, e foi pra Itália trabalhar com a gente. Em 2007 ele voltou ao Paraná para treinar o Toledo e a carreira dele decolou em 2009, com a Copagril, de Marechal Cândido Rondon”, diz Tchelo, que na Itália também foi treinador do Napoli, Lazio, Latina, Real Rieti e Sandro Abate, clubes muito tradicionais do futsal italiano.
No Brasil, além do Marreco, Tchelo trabalhou também no comando do Canoinhas (SC) e na AAEMA, de Mariópolis, quando conquistou o acesso para a Série Ouro do Paranaense, em 2021.
Bem-vindo, Tchelo, uma paulista de 58 anos, com vasta experiência no futsal brasileiro e italiano. Como ex-jogador, ele defendeu a Seleção Brasileira e foi eleito o melhor ala da primeira edição da Liga Nacional de Futsal (LNF) em 1996.

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