Mas o que
é a vida caro leitor?
Em Salmos 144:4 está eternizado: "O ser
humano é como um sopro; a sua vida é como a sombra que passa." e
em Tiago 4:14: "Que é a vossa vida? É um vapor que
aparece por um pouco de tempo e depois se desvanece."
A certeza é a de cremos na ressureição e neste mundo, Deus sabe todas as coisas, sempre. E precisamos confiar, na sua bondade e misericórdia.
Nesta
semana, Deus chamou no dia 1 de julho para sua glória, o gaúcho de Lagoa
Vermelha, Rio Grande do Sul. Sadi Sírio Bombana, que lá nasceu em um 11 de setembro de 1939 e partiu com 86
anos.
Mas um
fato impressionante e marcante, entre os legados que o seu Sadi deixou, foi o
fato que ele preparou com muito carinho e deixou em uma caixinha que estava guardada,
um presente com um bilhetinho para cada um dos seus cinco filhos, oito netos,
dos quais somente uma menina (Duda) e um bisneto, um terço diferente para cada
um e com a sua caligrafia em uma folha de papel, o nome do filho, neto e
bisneto, e a frase “SÓ SE SALVA QUEM REZA!”
“Foi emocionante,
é um presente que nunca iremos esquecer. Meu pai nos deixou uma história
marcada por trabalho, cuidado, fé e amor pela família”, conta Gildo - o único
dos filhos que nasceu em Campo Mourão, ....
e que inclusive, deu ao casal Sadi e
Alma, que celebrou mais de 50 anos de feliz união, a única neta da família
(Duda).
Os outros quatro filhos - Rosali, Gilson, Silvana e Sandra- nasceram em Coronel Vivida, no
Sudoeste paranaense. Junto com a Duda surgiram os netos Júnior, Renan, Gustavo, João Gabriel, Felipe,
Antonio, Mateus e o bisneto Pedro Antonio.
HISTÓRIA –
“Sadi nasceu em uma cidade gaúcha e, ao longo da vida, seguiu caminhos que
mostram muito de quem ele foi. Um homem que não teve medo das mudanças quando
elas eram necessárias para oferecer algo melhor aos seus.
Veio para
o Paraná, para Pato Branco, onde se casou e formou sua família. Mais tarde,
saindo da vida rural, veio para Campo Mourão em busca de estudos para os
filhos. Esse gesto fala por si só. Sadi foi alguém que pensou no futuro da
família, que trabalhou, se dedicou e fez escolhas movidas pelo amor.
Ao lado
de sua esposa, Alma Elza Poletto Bombana, carinhosamente conhecida como “Alba”,
construiu uma caminhada de vida. Ela faleceu em outubro de 2017, com 73 anos.
Sadi foi
servidor público por 20 anos e trabalhou até sua aposentadoria.
Sua
trajetória profissional também carrega a marca da responsabilidade e da
constância. Era um homem que sabia cumprir seu dever, mas que, acima de tudo,
se destacou na vida como um homem de família, muito amoroso com a esposa, os
filhos e os netos.
Nas horas
vagas, encontrava prazer nas coisas simples e verdadeiras: gostava de jogar
baralho, pescar, tecer redes e tarrafas de pescaria.
E até
nisso deixou sua marca concreta, seu jeito próprio de fazer, de preparar, de
cuidar dos detalhes. Deixou 24 tarrafas prontas, como quem deixa também um
pouco de si nas mãos, no trabalho e na paciência de cada ponto feito.
Sadi
também tinha sua fé. Católico, gostava de ler a Bíblia e acompanhar a missa
pela televisão. Essa presença da fé em sua rotina certamente foi companhia em
muitos momentos, trazendo sentido, silêncio e conforto ao seu coração.
Hoje, a
despedida traz dor, porque ninguém se despede sem sentir a falta. Mas também
traz gratidão.
Gratidão
pela vida de Sadi, pelo pai, esposo, avô, bisavô e homem que ele foi.
Gratidão
pelas escolhas que fez por sua família, pelo carinho dedicado aos seus, pela
presença que agora se transforma em lembrança.
Que cada
um que conviveu com ele possa guardar aquilo que foi mais bonito: seu amor pela
família, sua simplicidade, seu trabalho, sua fé e seu jeito de estar presente.
Sadi se
despede da vida, mas permanece na história de todos que o amaram.
E, a
partir de hoje, sua memória seguirá viva no coração de sua esposa Alba, de seus
filhos, netos, bisneto, familiares e amigos.
Com
respeito, carinho e gratidão, nos despedimos.”- Mensagem da família no dia da
entrega de Sadi Bombana a Deus, em 2 de julho de 2026.