Sem raízes rurais e sem ter planejado sua vinda para o
Estado do Paraná no início dos anos 1990, o destino e a vida do paulista de Torrinhas, Sérgio Mendes, mudou para melhor desde que se tornou paranaense de
coração.

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QUEM É SÉRGIO ANTONIO MENDES? Nasci em 17 de setembro de 1959, em Torrinha (SP). Sou filho de Alfa Emília e Nilton Ruy Mendes. Sou casado com Rose Machado, meus filhos Guilherme, Bárbara, Arthur e Augusto, e meus enteados Vinícius e Júlia.
Sérgio Mendes coleciona uma história de
sucesso no jornalismo, amigos e uma grande audiência em mais de 30 anos de
profissão.
Os telespectadores e ouvintes acompanham o jornalista aos domingos no RIC Rural pelas emissoras da Record TV no Paraná.
O homenageado é referência
no jornalismo do agro, e comemora com orgulho diversos
prêmios conquistados por levar ao público histórias inspiradoras e personagens que fazem o sucesso do agronegócio brasileiro.
Feliz Páscoa com a paz e o amor de Cristo, e ótima viagem com esta ENTREVISTA DE DOMINGO.
NOTA DO BLOG - Torrinha é uma cidade com 100 anos de fundação e mais de 10 mil habitantes na região de Rio Claro e mesorregião de Piracicaba, que tem a proteção do padroeiro São José. O nome Torrinha deve-se a uma formação rochosa em forma de torre, que virou um bonito cartão postal e se tornou atração turística. COMO SE DEFINE? Me defino como uma pessoa ponderada, inquieta, de família,
temente a Deus, consciente dos meus direitos e deveres. Valorizo a privacidade
— a minha e a dos outros.
COMO OS
OUTROS TE VEEM? Como sou uma pessoa de hábitos simples e discretos, acredito
que também me vejam assim.
ONDE FOI SUA
INFÂNCIA? Meu pai era bancário, então minha infância foi marcada por
mudanças de cidade. Isso dificultou manter um grupo fixo de amigos, mas alguns
vínculos resistiram ao tempo e permanecem até hoje.
Foi uma infância e
juventude normais, com muitas boas lembranças.
Na imagem acima Rose Machado e Sérgio Mendes.
ONDE ESTUDOU E QUE
CURSOS FEZ? Meu primeiro curso superior foi Comunicação Social, na
Faculdade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Depois concluí Administração de
Empresas, em Paranavaí, e Jornalismo, em Maringá.DESDE QUANDO É APAIXONADO PELA VIDA?
Desde sempre. Sou um otimista nato. Acredito que boas ações e respeito ao próximo são fundamentais para uma vida equilibrada e feliz.
E PELA COMUNICAÇÃO? São mais de 30 anos de jornalismo rural no Paraná. Uma paixão que só aumenta com o tempo.
SUA TRAJETÓRIA
PROFISSIONAL? Trabalhei na 3M do Brasil, no Banco Sul Americano e na
Editora Abril, em São Paulo. Depois, atuei na Yoki/Indemil e na TV Imagem do Noroeste, em
Paranavaí. TV Tibagi SBT Maringá, Grupo Paulo Pimentel, SBT Curitiba,
RICTV Record, Curitiba.
ONDE E COMO VOCÊ COMEÇOU? Nossa entrada no
jornalismo veio por meio do jornalista Saul Bogoni (Foto), então diretor da TV Imagem do Noroeste, em Paranavaí. - Bogoni era professor e atuou como jornalista e colunista durante anos no jornal impresso Diário do Noroeste. Faleceu em 2020 em Paranavaí. Bogoni me convidou para fazer um programa rural. Aceitei, mas com uma condição: a Rose seria a apresentadora. Eu ficaria nas reportagens. Depois, passamos a dividir a bancada — e seguimos assim até hoje.
- NOTA DO BLOG - Foi justamente nos bastidores do programa Imagem Rural, transmitido pela então TV Imagem (Band), em Paranavaí, que Sérgio e Rose se conheceram. Segundo relatos, não era comum ter um programa direcionado ao agronegócio. Na cronologia, o casal 20 do jornalismo rural atuou na Band em Paranavaí com o programa Imagem Rural em março 1995; Canal da Terra - TV Tibagi em novembro 1998; GPP Rural em fevereiro 2002 e desde setembro de 2007 com o RIC Rural na Record.
- “Devido à grande vocação da localidade para a agricultura e à precariedade de informação desse setor, sugeri ao meu então diretor de jornalismo que lançássemos um programa rural”, conta o homenageado.
O QUE TE ATRAI NA
COMUNICAÇÃO? A missão de levar informação e conhecimento. E,
principalmente, mostrar exemplos que funcionam no campo e podem inspirar outros
produtores. A TV tem esse poder de provocar mudanças e valorizar quem produz
alimento, e no nosso caso, ser uma ponte entre o campo e a sociedade. Dar voz ao
produtor.
QUAIS OS DESAFIOS PARA A COMUNICAÇÃO? Saber usar a tecnologia — e a inteligência artificial — com
responsabilidade, sem perder o olhar humano.
QUEM É REFERÊNCIA NA
COMUNICAÇÃO? José Hamilton Ribeiro, Nelson Araújo e Heródoto Barbeiro. Todos pelo conjunto da obra.
UM PROFISSIONAL EXEMPLO? José Hamilton Ribeiro. Ele não apresenta, ele conversa com o
público.
O QUE FAZ HOJE? Sou apresentador e repórter da RIC TV Record. Comando, junto com minha esposa, a jornalista Rose Machado, o programa RIC Rural. Também apresento os boletins Minuto Agro Notícias e Mercado Agrícola nas rádios Jovem Pan e Pan News, no Paraná.
- NOTA DO BLOG - Junto com o Casal 20, nas reportagens a gente vê a companhia e o profissionalismo do cinegrafista Renato Pesarini, que tem sido uma tradição há 24 anos nos campos do Paraná.
COMO É SUA ROTINA? Segunda e terça, estrada para
reportagens. Quarta, edição. Quinta, produção e gravação do RIC Rural. Sexta, finalização. Fim de semana, família. E todos os dias, produção e gravação para rádio. À noite, sempre que possível, um jantar com a Rose.
UMAS E OUTRAS
ÉTICA: base de tudo.
MÚSICA: MPB, blues e jazz.
LIVRO: A Fogueira das Vaidades, de Tom Wolfe.
TV NA SUA VIDA: paixão.
FAMÍLIA: tudo.
RELIGIÃO: católico.
ESPORTE PREFERIDO? Futebol.
TIME DO CORAÇÃO? ÍDOLO? Santos. Pelé.
O MELHOR TIME QUE JÁ VIU JOGAR? O Santos de Pelé, Clodoaldo e Edu.UM “GOLAÇO” NA VIDA: quando alguém diz que uma reportagem minha ajudou de alguma
forma. Isso vale como gol de placa.
UMA ESPERANÇA: que o produtor rural seja mais valorizado.
UM SONHO: ver meus netos crescerem por perto.
SAUDADE: do meu pai. E dos momentos simples com ele.
DECISÃO QUE MARCOU SUA VIDA? Escolher o jornalismo como profissão.
QUAL O PROJETO QUE MAIS MARCOU? São muitos, mas destaco séries sobre conservação do solo, pecuária moderna, cooperativismo e reportagens internacionais. Trabalhos que renderam aprendizado e reconhecimento.
O MOMENTO ATUAL DA SUA VIDA É… Especial. Faço o que amo, trabalho ao lado da minha esposa, tenho meus filhos por perto e cinco netos que me inspiram todos os dias.
PROJETO QUE AINDA QUER FAZER? Agricultura de baixo carbono e o papel do agro nas emissões e no sequestro de carbono.
SE PUDESSE VOLTAR NO TEMPO? Faria tudo de novo.
QUE LEGADOS GOSTARIA DE DEIXAR? O que sempre procuro transmitir para meus filhos e amigos é a importância da caridade e da humildade, independentemente de qualquer diferença. Minha liberdade vai até onde começa a do outro. Respeito acima de tudo.
SER CONVIDADO PARA
ESTA ENTREVISTA? uma honra.
RECADO AOS LEITORES: acompanhem as notícias, mas questionem sempre. Verifiquem a
fonte. Antes de compartilhar, tenham certeza de que a informação é verdadeira.
NOTA DO BLOG: para acompanhar Sérgio Mendes e Rose Machado aos domingos, acesse https://www.youtube.com/channel/UC0pjfx6qXTDcRlR9bcr_VYA