Eu queria ser como as flores do ipê.
Simples, belas, coloridas.
Queria enfeitar a vida de outrem.
Assim, Silenciosamente.
Gostaria de ser inspiração aos poetas.
Enfeitar ruas, criar cenários.
Receber beijos dos beija-flores e toque das borboletas.
Eu queria ser vida onde eu estiver.
E, no final da vida, colocar-me ainda
Em forma de estrada
Caminhos enfeitados
Tapete para que merecer desfilar.
Queria ser como os ipês: ser vida no inverno. Ser beleza enquanto vivo. Ser admirado ao me despedir.
- Cida Freitas, professora, escritora, poetisa e membro da Academia Mourãoense de Letras em Campo Mourão.
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