Natural de Salto Grande, interior de São Paulo, o corintiano apaixonado chegou a Campo Mourão em 1978. E sua ligação com o futebol começou praticamente no mesmo instante em que pisou na cidade. Antes mesmo de descarregar a mudança no Jardim Copacabana, Mário foi direto ao Estádio Roberto Brzezinski procurar o time da cidade.
- Meu irmão foi fazer um lanche e eu aproveitei para ir ao estádio. Já entrei na escolinha mourãoense, treinei e voltei dizendo que já estava no time-, relembra, entre risos.
O que começou como jogador rapidamente virou uma história de dedicação ao esporte e à formação de jovens atletas. Ainda muito novo, recebeu a primeira oportunidade como treinador auxiliar nas categorias de base. O técnico responsável abandonou um treino e chamaram Mário para assumir os minutos finais. Aqueles quinze minutos acabaram se transformando em uma vida inteira dedicada ao futebol.
São mais de quatro décadas trabalhando em escolinhas, projetos esportivos e categorias de base. Foram 31 anos como servidor do município, além de passagens marcantes pelo Centro de Futebol Zico e pela tradicional Associação Tagliari, onde ajudou a formar atletas e cidadãos.
Mais do que títulos, Mário se orgulha das pessoas que ajudou a construir ao longo do caminho. Segundo ele, mais de seis mil atletas passaram por suas mãos no futebol de campo, futsal e suíço. Muitos seguiram carreira profissional, enquanto outros se tornaram médicos, advogados, empresários e profissionais de diversas áreas.
Entre os jogadores revelados, estão nomes como Piá, que atuou no Cruzeiro, Corinthians e Ponte Preta; Cristiano Rodrigues, com passagens pelo Coritiba e futebol japonês; e Rafinha, lateral do Avaí.
Mas um dos nomes lembrados com carinho especial é o de Ângelo Versari, ex-Internacional e Cruzeiro. -Ele me ajudou muito numa época difícil. Eu sofria com dores de cabeça fortes durante os treinos e ele me levou ao médico, comprou remédios. Nunca esqueço disso-, conta emocionado.
As experiências internacionais também marcaram sua trajetória. Pela Associação Tagliari, disputou torneios em cidades como Santos, Sorocaba e São Carlos, enfrentando equipes da Argentina, Paraguai, Bolívia, Equador e Estados Unidos, além de grandes clubes brasileiros.
Mesmo com títulos importantes na carreira, como o
Campeonato Paranaense e a Copa Norte em 1985, além do bicampeonato regional do Projeto Piá Bom de Bola, Mário deixa claro que os troféus nunca foram sua maior motivação.-Pra mim, o mais importante não é ganhar título. É ver esses meninos vencerem na vida. Isso vale mais que qualquer troféu.-
Mais do que treinador, Mário José Paulista se transformou em patrimônio esportivo de Campo Mourão. Um formador de atletas, de amizades e de histórias que atravessam gerações.
Fonte: publicação no facebook Campo Mourão D

.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário