25 de abr de 2016

ENTREVISTA DE DOMINGO: Namir Alcides Piacentini

"Todas as obras que construímos são feitas com paixão, dedicação, entusiasmo, qualidade, mas é evidente que os edifícios mais altos sempre nos envaidecem e caracterizam a empresa como uma grande construtora." A afirmação é do engenheiro civil, gaúcho de Espumoso e mourãoense de coração Namir Alcides Piacentini, um dos filhos do seo Avelino e da dona Lurdes Piacentini.
Namir é cidadão honorário dos Municípios de Farol e Rancho Alegre do Oeste, e também foi agraciado em Campo Mourão, no ano de 2002, mas ainda não recebeu e até hoje não sabe o motivo. 
Neste final de semana, Namir Alcides Piacentini recebe homenagem na tradicional ENTREVISTA DE DOMINGO, que tem o objetivo de destacar gente da nossa terra. 
A bandeira do BLOG DO ILIVALDO é Campo Mourão e sua gente, de ontem e de hoje. Já foram publicadas neste espaço mais de 200 ENTREVISTA DE DOMINGO homenageando pessoas dos mais diferentes segmentos e atividades de Campo Mourão e região.
Namir conta um pouco da sua vida e de suas histórias na infância, juventude, e no meio acadêmico. Informa os mais novos sobre a importância da engenharia e é claro responde também sobre política, tendo sido vice-prefeito na gestão de  Augustinho Vechi, sem ter assumido um único dia em seis anos como prefeito. 
Uma ótima leitura a todos. 
QUEM É NAMIR ALCIDES PIACENTINI ? 
Sou gaúcho de Espumoso, nasci lá em 14/09/1948. Filho de Avelino e Lurdes Piacentini. Casado com Bárbara Couto Piacentini, há 38 anos e desta união nasceram os filhos Pablo Piacentini e Paloma Piacentini.
NOTA DO BLOG - Seo Avelino Piacentini, filho de imigrantes italianos, chegou em Campo Mourão em 1951, incentivado pelos amigos Fioravante João Ferri e Ivo
Mário Trombini. Iniciou seu trabalho no ramo da gastronomia com a Churrascaria Marabá. Atuou no ramo de madeiras (sendo sócio com a Família Ferrari, na Madeireira Cima), no ramo de entretenimento (na sociedade no Cine Plaza), na gastronomia (com o restaurante Plaza). Também foi delegado, na década de 60. Amante dos bastidores da política, incentivou os amigos e com eles trabalhou em pleitos eleitorais. Amante do esporte, foi fundador e presidente do União Futebol Clube. Também foi o idealizador do Hotel Piacentini e proprietário da Churrascaria Piacentini, seu último empreendimento. Faleceu em 1988.

COMO SE DEFINE? Meus principais pontos fortes são Realização: trabalho constante (domingos e feriados) horas a fio, insaciável, “divina agitação”; Futurista: visionário, sonhador, olhar além do horizonte, traço perspectivas para os outros que gostam de me ouvir, por isso tenho que elaborar bem o futuro, bom para a política ser “prometedor”;
Analítico : severo nas análises, lógico e rigoroso, São Tomé: “ver para crer”;
Auto-afirmação: auto confiança, correr riscos, desafios, confio no meu julgamento, sei decidir só, não desvio dos meus objetivos mesmo com argumentos contrários convincentes;
Foco: trabalho em cima de metas, impaciente nas falhas, rigoroso com erros. Quando outros desviam, volto ao ponto central, mantendo todos no mesmo objetivo;
Ativação: ansioso por ações, pois isso é que é real, ser julgado pelo que faz, não pelo que pensa e diz;
Ideativo: fascínio por ideias, ideia é conexão de coisas diferentes, ter ideias é emocionante.
ONDE FOI SUA INFÂNCIA? Meus pais chegaram em Campo Mourão em 1952 quando eu tinha quatro anos. Fiz curso primário no Instituto Santa Cruz, Colégio das Irmãs.
Fui levado para Curitiba a fim de cursar a 5ª série do primário. Ainda não podia imaginar que o Colégio Paranaense Internato -foto abaixo-  seria meu lar nos próximos oito anos, nem a importância que ele teria em toda a minha vida. 
Nota do Blog: fundado em 1901, inicialmente com o nome de Seminário, depois Internato, o Colégio Paranaense recebeu este nome a partir de abril de 1943, mas passou a ser chamado de Internato Paranaense. A partir da década de 70 sua   educação passou a ser mista e o regime de internato  deixou de existir na década de 80 em Curitiba.

Ali eu iria desenvolver habilidades escolares, esportivas e políticas, além de continuar moldando minha personalidade e formando meu caráter.
Nessa época o colégio era um internato exclusivo para meninos. Os procedimentos do dia a dia permaneciam sempre os mesmos em quaisquer estações do ano. Essas rotinas de nossas corridas de resistência, em volta do campo no começo das manhãs, especialmente duras, principalmente quando o inverno chegava e a geada cobria o gramado de branco.
De segunda a sábado, frequentávamos as aulas e praticávamos atividades como futebol, basquete, espirobol, vôlei, futebol de salão e xadrez. Os banhos ocorriam somente as quartas e aos sábados, com água fria. O café da manhã se resumia em um pão d’água. Rezávamos antes das refeições e antes de dormir, além de assistirmos à missa todos os dias.
Podíamos sair do colégio somente aos domingos, mas
caso fôssemos mal comportados, arriscávamo-nos a não sair nem nesses dias. 
As indisciplinas eram punidas com Ave Marias, em grande parte dos casos. No entanto, dependendo da gravidade, o castigo podia ser mais severo. Um dos mais aplicados era a “parede”: o aluno era colocado no canto da sala, onde deveria permanecer imóvel, com o rosto perto da parede, decorando poesias e refletindo sobre seus atos.
Aproveitávamos os domingos para irmos ao Cine Marajó, que ficava próximo ao colégio. Depois de seis dias de convivência somente entre rapazes, era o momento e o lugar para paquerar. A abordagem era tímida e normalmente não trazia muita repercussão. Nas vezes em que uma garota permitia que um de nós sentássemos ao seu lado, mal o filme começava e lá estava o lanterninha se exibindo ostensivamente, o que não contribuía em nada para o sucesso do flerte.
Depois de assistir ao filme, costumávamos passar o tempo restante conversando no “Bar da Frente”. O lugar não tinha esse nome, mas como ficava em frente ao Internato, o apelido pegou. Pontualmente, às seis da tarde, nós retornávamos ao colégio, pois mais uma semana estava para começar, bem cedo, pela manhã de segunda-feira.
Pouco tempo depois de entrar no colégio, comecei a me destacar nos esportes, principalmente no futebol de salão, no qual era o capitão do time de minha categoria.
Em um dos campeonatos intercolegiais, o nosso time foi campeão, em partida memorável, contra o Colégio Bom Jesus. O jogo estava empatado e faltava um minuto para terminar, quando nosso goleiro cobrou um tiro de meta e eu desviei de cabeça a bola para a rede adversária. Irmão Ignácio, que estava acompanhando a disputa, ao ver aquele gol, veio correndo me abraçar e começou a me jogar para cima.
O interessante é que ele e eu possuíamos um relacionamento tenso e uma antipatia natural; contudo, nos momentos de forte emoção o afeto ressurgia com uma intensidade ímpar.
Destacava-me, também, nos estudos e sempre era
escolhido para ser o representante da classe. O tempo que tinha para atividades livres dedicava-me à literatura. Apreciava especialmente as obras de Machado de Assis e de José de Alencar.
Minha vocação política começou a se manifestar no primeiro ano do científico, quando me candidatei à presidente do Grêmio Estudantil Internato Paranaense (GEIP). Por tradição, o presidente do Grêmio era um aluno proveniente do segundo científico, em geral com o favoritismo do Irmão Diretor.
COMO FOI SUA JUVENTUDE? Para conseguir a adesão dos menores, fui populista. Passava o tempo livre jogando bolinha de gude, trilha, dama e xadrez com eles. Porém, acredito que a estratégia mais significativa estava relacionada ao campeonato de futebol. Nas campanhas para a presidência do Grêmio Estudantil Internato, era comum os candidatos passarem de sala em sala, apresentando suas propostas aos colegas. Uma das mais populares era a realização de torneios de futebol,
com premiação em medalhas, embora, normalmente, os prêmios não passassem de promessas. Num certo momento, tive uma ideia que deixou os concorrentes para trás. Antecipando-me a eles, cheguei às salas e anunciei: “Não vou prometer nada a vocês, aqui está um jogo de medalhas. Vocês podem fazer o campeonato, já”.
Foi um golpe muito duro para eles. Conquistei a simpatia da maioria dos estudantes, venci as eleições e me tornei o presidente mais jovem do GEIP até aquele momento.
Para mim e para muitos de meus colegas, o Colégio Paranaense teve imensa importância. 
Osmário Ribas Vaz (foto), um contemporâneo do Internato,
acredita que os valores mais preservados daqueles tempos são a solidariedade, a religiosidade e as amizades, que até hoje perduram. E é verdade. Os valores que auxiliaram na formação de meu caráter e de minha personalidade foram aprendidos no Paranaense.
A entrada na Universidade, em 1969, coincidiu com um período em que minha família não estava em boas condições financeiras. Nesse tempo, era comum encontrar-me com amigos para disputar partidas de sinuca no Tujague, bar que ficava na Rua XV de Novembro, tradicional ponto de encontro de boêmios e
intelectuais. Dali, seguíamos para terminar a noite jogando caxeta e pôquer, onde conseguia ganhar uns trocados para me manter. 
Uma das máximas dos alunos da faculdade era que “só se forma em Engenharia quem souber jogar pôquer”. Para nós, era uma forma de treinar negociação e de cultivar uma postura de coragem e de imposição da vontade. Nós percebíamos que isso contribuía para o aprimoramento de nossa vida profissional.
Em função da identidade bem definida do curso de Engenharia, os alunos, embora normalmente formassem “panelas” de amigos, tinham um instinto de comunidade, com modos de pensar e de se comunicar semelhantes. 
E era no esporte que esse sentimento se manifestava mais intensamente. Os jogos universitários eram marcados por muita competitividade, brigas e discussões, dentro e fora das quadras. Os times da Engenharia tinham, em geral, bom desempenho em todas as modalidades e os principais rivais eram as equipes da Medicina. Tanto que os dois cursos realizavam torneios exclusivos denominados Eng-Med.
QUE HISTÓRIAS OU FATOS LEMBRA? Eu costumava jogar tanto futebol de campo, como de salão e era muito raro o time, em que eu jogava não se tornar campeão. Uma das poucas vezes que nosso time não venceu uma disputa foi quando armamos a maior confusão com a equipe da Academia Policial Militar do Guatupê. Estávamos ganhando de 1 a 0, no campo deles, quando um dos atacantes do time da Polícia, que estava entrando com a bola na área, simulou ter sido atingido pelo nosso zagueiro. Era evidente o fingimento e a malandragem. Mesmo assim o juiz deu pênalti. Aquilo cheirava a “passada de mão” descaradamente e o nosso time não poderia aceitar este absurdo.
Revoltados, nos pusemos a reclamar. Estávamos perplexos. O juiz ameaçou expulsar a todos. O nosso técnico era um sujeito prático e decidiu a situação: “Não
vamos deixar bater o pênalti”. Todos nós ficamos na área, obstruindo jogadores, juiz, bandeirinhas, comissão organizadora. Não estávamos abertos à negociação naquele momento. A tensão aumentava com o passar dos minutos, mas iria piorar ainda mais. Os colegas dos jogadores do time da Polícia faziam a segurança do jogo e eles estavam preparados para manter a ordem.
Um dos representantes da comissão do torneio resolveu encerrar a partida, dando vitória para o time da Polícia Militar. Mais uma vez, o técnico do nosso time, um sujeito muito criativo, solucionou o problema. Ele avisou o atacante Carlos Guilherme Busch: “Vou pegar a súmula
desse representante. Você tem amigos que possam dar apoio, caso esses guardas venham atrás de mim?”.
Busch conversou com todos os jogadores do time. Estávamos muito indignados e era evidente que teríamos de dar o troco. Ele disse ao técnico que pusesse o plano em prática, pois teria o apoio da equipe de jogadores.
O técnico então se aproximou sorrateiramente do representante da comissão organizadora e, rapidamente, surrupiou a súmula, pondo-se a correr.  E como corria. Driblou o juiz, em seguida derrubou dois bandeirinhas, que ficaram no chão, e continuou correndo em direção ao nosso ônibus, transformando a súmula em papéis picados, com a multidão de guardas tentando se desvencilhar do paredão, que havíamos montado, e correr atrás dele. Quando percebemos que ele estava seguro, recuamos rapidamente e, assim que o último participante da equipe entrou no ônibus, fechamos a porta.
Tínhamos ido à desforra. Logicamente a brincadeira não foi bem vista pelos adversários. Um sargento surgiu dando voz de prisão – todos estavam “detidos” dentro do ônibus. Após muita conversa, fomos liberados.
A súmula foi refeita e o resultado final deu vitória ao time do Guatupê, eliminando-nos do campeonato. Mas o resultado escrito num pedaço de papel já pouco importava. Àquela altura tínhamos nos tornado campeões morais.
QUANDO EM CM, POR ONDE PASSOU E O QUE FAZ HOJE? 1976  a 1982 – Prefeitura Municipal de Campo Mourão, vice-prefeito; 
1979 a 1982 – Fundescam - Vice-presidente da Fundação de Ensino Superior, Campo Mourão; 
1988-1990/1992-1994 – Assembléia Legislativa do Paraná, Curitiba, deputado
estadual; 
Prefeitura Municipal de Campo Mourão, coordenação geral do Projeto Cura, de Casas Populares – pesquisa de demanda para a construção de 1000 casas populares, Iniciativa, coordenação, orientação e execução do Plano de Criação dos Distritos Industriais,
Região da Comcam - Atividades Políticas: Coordenação e formação de 24 diretórios municipais na região do Partido Democrático Trabalhista – PDT, objetivando as eleições de 1986 – 1988 – 1990 – 1992 e 1994.
Assembléia Legislativa – elaboração de 62 projetos de lei, destacando-se: criação de novos municípios no estado; cidadania honorária ao presidente da Coamo; postos de saúde às margens das rodovias; disciplinando a publicidade do Estado; estimulando os doadores de
órgãos; nominando rodovias regionais; regulamentando artigos da Constituição; tornando de utilidade pública várias entidades; proibindo a caça no Estado; dispondo sobre o percentual de deficientes junto a órgãos do Estado, e outros de grande importância para o Estado do Paraná.

Presidente da comissão de obras públicas, transportes e comunicação da Assembléia Legislativa do Paraná. Deputado constituinte em 1989. 
Direção da Secretaria Geral da prefeitura Municipal de Campo Mourão de 1976 a 1978.
Integrante do Conselho Municipal da Prefeitura Municipal de Campo Mourão, de 1983 a 1985.
Representante da Indústria junto ao Conselho Municipal de Desenvolvimento da Prefeitura Municipal de Campo Mourão de 1988 a 1990.
Cidadão honorário dos Municípios de Farol (foto) e Rancho Alegre Do Oeste, ambos no Paraná.
Agraciado com título Cidadão honorário do Município de Campo Mourão – PR, em  2002, mas não recebido ainda.
Atualmente dirijo a Construtora Piacentini sediada em Curitiba onde atuamos com grandes obras nos estados de RS, SC, PR, SP e MG. 
Grandes projetos estão em andamento: Parceria Público Privada – PPP , bairros planejados, uma rede de hotéis e a preparação do processo sucessório da empresa.
E A SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL? Quando conclui o curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Paraná, ao final de 1973, precisei tomar uma decisão que, embora ainda não soubesse, determinaria os rumos de minha vida. Havia duas possibilidades entre as quais poderia escolher para iniciar minha carreira.
A primeira alternativa seria trabalhar no Ceará para a Copavel, empresa de consultoria e projetos de estradas do Rio de Janeiro, para a qual eu já havia estagiado durante o último ano de faculdade, na época em que atuei
na duplicação da rodovia que liga Curitiba a São Paulo. Estava propenso a seguir esse caminho, uma vez que a minha formação acadêmica havia sido direcionada à área de Transportes. A possibilidade, porém, de viver longe do convívio de familiares e amigos não era algo que me agradasse.
Por esse motivo e pelo valioso incentivo dado por meu pai, conselheiro de todas as horas, optei pela segunda alternativa: fundar uma Construtora em Campo Mourão. Naquele momento nenhuma escolha trazia a certeza do sucesso. Mas o apoio da família, o apego a terra em que eu vivera a maior parte da vida e a oportunidade de um empreendimento próprio, tiveram peso fundamental na decisão. Como sócios, em janeiro de 1974, meu pai e eu criamos a Construtora Piacentini.
O QUE FEZ NO SEU TRABALHO QUE NÃO FARIA DE NOVO? Ter acreditado muito no desenvolvimento de CM construindo obras aquém do desenvolvimento da cidade, como Edifício Antares, Likes, que temos muitas salas para serem vendidas e mercado não absorveu; compras de terrenos para fazer grandes empreendimentos, tais como: “terreno do Tagliari” (outro hotel) e onde está localizada a Valtra onde pretendíamos fazer um shopping Center e as pesquisas não recomendam.  
No ano de 1980, abri uma filial em Cuiabá, tinha um escritório em Curitiba, o hotel estava sendo construído, adquiri uma cerâmica, abri uma loja de material de construção e deu uma crise muito forte o que me exigiu muito.
E A ENGENHARIA EM SUA VIDA? Lembro-me de que na época, em uma manhã de sol, durante um fim de semana, encontrei o vice-prefeito
de Campo Mourão, Munir Karam (foto) , no centro de Curitiba. Em uma conversa descontraída contei a ele a minha intenção de ser advogado, seguir a carreira diplomática, pois sempre gostei de línguas e de falar em público. De volta a Campo Mourão, o vice-prefeito falou a meu pai sobre meus projetos para a faculdade. Quando fui visitar a família, meu pai me repreendeu e disse: “Ou você faz Engenharia, ou volta pra cá, pra trabalhar comigo na churrascaria!” Concordei com ele, engenharia era realmente uma boa opção.

QUAIS AS VIRTUDES PARA SER UM BOM
ENGENHEIRO CIVIL? Ter domínio da matemática, bastante estudioso, bom de cálculo, visão estratégica.
QUAL A IMPORTÂNCIA DA ENGENHARIA
EM SUA VIDA? Foi o curso que escolhi e atuo até hoje na construção com a construtora Piacentini. As obras tem uma amplitude muito grande para a sociedade pois através delas é que fazemos escolas , creches, postos de saúde, hospitais, delegacias, presídios, casas populares, prédios públicos.
ENTRE TANTAS, QUE EXPERIÊNCIAS QUE NÃO SAEM DA MEMÓRIA?
 A construção do edifício Antares: sem nenhum recurso financeiro conseguimos fazer uma permuta no terreno e vendendo as unidades antecipadamente com os recursos advindos dos compradores o edifício demorou, mas é um marco na cidade para a classe empresarial; assim também foi edifício Likes, Panorama, Gralha Azul, Casablanca, Caribe, Plaza e outros projetos que temos em mente, agora com o crowdfounding.
QUAL O ESPORTE , ÍDOLO E TIME? Futebol. Ademir da Guia. Palmeiras.

COMO ANALISA A POLÍTICA ATUAL E A EXPERIÊNCIA DE TER SIDO VICE-PREFEITO EM CAMPO MOURÃO?Campo Mourão era do tamanho de Maringá e de Cascavel, e tem uma localização geográfica mais privilegiada. No entanto, a representatividade política nunca esteve à altura para garantir o seu desenvolvimento e se ombrear com as grandes metrópoles. 

Como vice-prefeito durante seis anos tive muitas intrigas de ordem administrativa e política com meu prefeito sendo que nunca tive oportunidade durante todo este tempo de assumir a prefeitura, o que até hoje não entendo porquê. Tinha corrupção sim, tanto nas campanhas políticas, nas aprovações de projetos de loteamentos.
QUAL MANCHETE FICOU NA HISTÓRIA?"Dormi derrotado e acordei deputado.” Dizem que as pessoas que se iniciam na vida política dificilmente se desligam dela. E, na maior parte das vezes, isso é uma grande verdade. Porém nas eleições de 1986 não consegui me eleger. Depois fui
candidato a prefeito de CM em 1988 e novamente perdi as eleições. Não faço o estilo de político carismático, emocional ou populista. A minha visão política sempre foi progressista e empreendedora com vistas ao desenvolvimento industrial. Mas, como eu era suplente do deputado Antonio Belinatti, tive a oportunidade de assumir, em 1990, o cargo na Assembleia Legislativa do Paraná, quando ele elegeu-se prefeito de Londrina, portanto, dormi derrotado e acordei deputado.
QUAL MOMENTO FICOU NA HISTÓRIA COMO MUITO BOM E RUIM? Bom: Minha formatura como engenheiro e de ter montado a construtora sem nunca ter sido empregado desde logo assumindo as
responsabilidades como empresário.
Pior: Foi nos anos 80, onde a crise foi avassaladora e a empresa construiu o hotel Piacentini, a cerâmica Piacentini, uma filial em Cuiabá e um escritório em Curitiba e eu era sozinho.
QUAIS OBRAS TÊM ORGULHO? Todas a obras que construímos são feitas com paixão, dedicação, entusiasmo, qualidade, entregues no prazo, Mas é evidente que os edifícios mais altos sempre nos envaidecem e caracterizam a empresa como uma grande construtora.
QUAL JOGADA QUE, SE PUDESSE
VOLTAR NO TEMPO,JAMAIS TERIA FEITO? Foram decisões de ordem pessoal que prefiro não comentar.
O QUE AINDA NÃO FEZ QUE, AINDA GOSTARIA DE FAZER?  Não podemos prever o futuro, mas podemos construí-lo. Todos os projetos que tenho em mente acontecerão com criatividade, inovação e uma boa equipe.
CITE TRÊS PERSONALIDADES ESPORTIVAS EM CAMPO MOURÃO.  Itamar Tagliari, Luiz Carlos Khel, Getúlio Ferrari Júnior. 
Na foto: Ricardo, Itamar, Getúlio e Ticão, em jogo amistoso do veterano futsal mourãoense no ginásio Chico Neto, em Maringá..

CITE TRÊS PERSONALIDADES EM CAMPO MOURÃO. José Aroldo Galassini, Rubens Bueno, Augustinho Vecchi.
O MOMENTO ATUAL DA SUA VIDA: Dedicado a leituras, planos estratégicos, busca de talentos, formar empreendedores, empresa sólida, respeitada, com grande conceito junto a entidades financeiras, com acervo técnico invejável.

JOGO RÁPIDO
MÚSICA: Nikita, de Elton John.
LIVRO: Como fazer amigos e influenciar pessoas.
AUTOR: Napoleon Hill.
PROFESSOR: Shido Ogura, da UFPR.
ENGENHEIRO:Jaime Lerner (foto).
SONHO: Atingir metas do Planejamento Estratégico até 2026.
SAUDADE, DO QUÊ E DE QUEM? Do meu pai. Das amizades da infância e da juventude.
MOMENTO INESQUECÍVEL: O dia da formatura como engenheiro.
HOBBY:Corridas no parque Barigui e grupo de leitura.
MANIA: Buscar a perfeição (virginiano).
PROGRAMA:  Frequentar livrarias.
FRUSTRAÇÃO: Se os governos deixassem os empresários trabalharem o nosso país não estaria em crise.
FAMÍLIA É.... Equilíbrio da vida, preservação da espécie, base de princípios.
RELIGIÃO: católica.
A CAMPO MOURÃO DO PRESENTE É uma cidade provinciana com intrigas de correntes políticas.

A CAMPO MOURÃO DO FUTURO SERÁ... Aproveitamento da topografia privilegiada para expansão de grandes obras como o novo centro administrativo, consolidação do seu parque industrial, shopping Center e bairro planejado.
ÉTICA É... Atender a pretensão de universalidade, ainda que simultaneamente capaz de explicar as variações de comportamento, características das diferentes formações culturais e históricas.
QUAL O SENTIMENTO DE RECEBER ESTA HOMENAGEM? De gratidão por ter sido lembrado pelo que realizei pela cidade e o compromisso de continuar empreendendo.
QUEM PODERIA SER HOMENAGEADO NO BLOG? Nilmar Piacentini, Amauri Aleixo, Nelita Piacentini.
NOTA DO BLOG: Nelita foi homenageada em outubro de 2010. 
Acesse:http://ilivaldoduarte.blogspot.com.br/2010/10/entrevista-de-domingo-nelita-piacentini.html
QUAL PERGUNTA QUE NÃO FIZ QUE GOSTARIA DE TER RESPONDIDO? O SR PRETENDE RETORNAR A VIDA PÚBLICA? Não pretendo retornar à vida pública, mas colaborar com minha experiência incentivando e orientando as novas gerações.
QUAL O RECADO PARA OS LEITORES?
1 - Se quisermos ser homenageados no futuro teremos que prestar homenagens no presente. 2 - Que o homem vale pelo o que ele lê. 3 -Só conseguimos obter bens com muita economia.

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