10 de ago de 2015

COLUNA DO MACIEL: Estadual, mais que um colégio

A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo
 o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele”.
Hannah Arendt
Os 60 anos do Colégio Estadual Campo Mourão foram enfatizados nos dois textos anteriores. Basta qualquer referência ao Estadual e logo um sentimento genuíno de orgulho e gratidão flui nas narrativas.   
Estadual é constituído de um suceder de gerações protagonizadas por funcionários, professores, estudantes e a comunidade educacional. É interessante exemplificar histórias pessoais de quem estudou, se formou no magistério para retornar a frequentar as mesmas salas do Colégio, na condição de professores. É o caso do Celso Alves, filho do saudoso professor Abelegy (citado no primeiro texto). O professor Celso é autor do Hino do Estadual, oficializado nos 50 anos do Colégio. Outro detalhe importante, Celso é filho da professora aposentada Maximina Brisola Alves, que lecionou lá. Maria Jurema e Odenir Colchon, atuais professores, se formaram no Ginásio, orgulhosos da história que não é só  deles, é nossa. 
A lista extraordinariamente exemplar dos hoje cidadãos que concluíram os estudos no Colégio e prosseguiram noutras formações, é extensa. E na relação do Luiz Ferreira Lima, filho de pioneiros, apaixonado por eles, por toda a família como a esposa Elvira (vereadora,  ex-estudante) pelo esportes e pelo Estadual, rememora: 
Marcelo Silveira, Fernando Dlugosz, Laércio Daleffe, Tauillo Tezelli, Nelson Bizoto, Sebastião Mauro, Ricardo Alípio Costa, Ricardo Graboski, Ney e Nilmar Piacentini, alguns dos amigos que conquistei logo que comecei estudar no Colégio, lá em 1971, época em que as turmas eram divididas por turno, meninos pela manhã e meninas à tarde – as turmas eram mistas no noturno. (…)... lá conheci e convivi e os saudosos eventos daqueles deliciosos anos, os melhores de minha vida escolar! Daqueles que citei, três são engenheiros civis, Marcelo, Nilmar e Tião, dois médicos, Fernando e Laércio, um advogado, Ricardo, o Ney é ator e presidente da Cooperativa dos Atores de São Paulo. Bizoto, há anos, comanda o Sindicato Patronal de nossa cidade e o Tauillo que foi o melhor prefeito da história de nossa Campo Mourão. O Colégio ajudou na formação de grandes mourãoenses. (…)...Mas  esses são meus amigos, por isso todo elogio fica sob ‘suspeição’. Então, cito outros com os quais convivi e que admiro demais, mesmo à distância: Luzia Grasso, juíza de direito, Osvaldo Mauro, ortopedista, Tuta Casali, empresário, Eucledson Salvador, que exerce alto cargo no Banco Sofisa, Luiz Ben-Hur, dentista empresário, Marcos Antônio Pacheco, dentista, Pedro Staniszewski, produtor rural, Jair Grasso, professor. (…)... Numa festa junina de 1976, o penúltimo ano que lá estudei, comecei namorar a ‘minha’ Elvira e nunca mais parei. Claro que essa foi minha maior conquista no agora sexagenário Colégio Estadual”.
Fases de Fazer Frases
Maior valor da vida: é não ter preço.
Olhos, Vistos do Cotidiano
Comércio abriu no sábado. Para não fechar as portas.
Reminiscências em Preto e Branco (I) – Estadual
Dois dos meus irmãos recordam carinhosamente quando lá estudaram. Rosira Brisola Maciel: Lembro bem do Prof. Martello (…) … que nos dava bronca por comer melancia debaixo das árvores, que ia fazer mal (…). ...Às vezes fazíamos aos sábados 'festinha', um levava radiola, discos para danças 'Tuwist' eu e o Sebastião Nery dávamos show, tudo de modo sadio. (…). Fui eu que  fiz o bolo para o aniversário do Martello, O Colégio arrecadou os ingredientes. Cortei os dedos de tanto descascar coco para enfeitar o bolo”. (risos). Elio B. Maciel, hoje morando em Florianópolis, acentua, “o grande conhecimento dos mestres, exigentes, foram exemplos para mim”.  
Reminiscências em Preto e Branco (II) - Estadual
Para o advogado, poeta e ex-prefeito de Farol Gilmar Cardoso “O Estadual de Campo Mourão sempre será uma das minhas maiores referências e um período de aprendizado, lições e saudades. Cursei o então segundo grau quando Farol era distrito (…). ...Criamos laços de amizades que duram até hoje”.
Reminiscências em Preto e Branco (III) – Estadual

Foi hoteleiro e deputado, se formou na primeira turma, 1955. Darcy Deitos dissera, “lá começaram grandes amizades que mantenho hoje”. Também falecido, um dos amigos dele à época , Rubens Sartori, além de promotor, foi professor e diretor da Fecilcam, “O Colégio fui essencial na minha vida”, ressaltou. “Grande orador”, resume outro colega dele, ex-aluno Eraldo M. Barzotto.       
José Eugênio Maciel é mourãoense e escreve aos domingos no jornal Tribuna do Interior.

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