14 de jan de 2015

EURO MACIEL: Quem não lê, não sabe escrever, nem no Enem

Mais de 500 mil redações foram zeradas na prova do Enem, compravam que as pessoas de um modo geral não estão lendo mais nada. E se não lê, não escreve nem lista de supermercado.

Estamos vivendo uma era, em que as pessoas insistem de achar que não tem tempo para nada. As pessoas participam de tudo, mas não aproveitam nada. Nas rede sociais estão todos em todas elas, mas não entram sempre, e quando entram, passam os olhos correndo e correndo saem logo. Conectividade em tudo quanto é lugar, ou tem wi-fi ou tem 3g/4g, todo mundo ligado, mas todo mundo fora do ar. As conversas (raras, pois tá todo mundo enfiando os dedos nos seus aparelhos portáteis) são sempre do tipo: “Aconteceu não sei o quê, não sei aonde, nem quando – tava no meu face”. E os comentários adicionais são parecidos: “Eu só vi o link, mas não entrei para ver do que se tratava”. E por aí vai.
Salvo meus parcos leitores, pelos quais sou deveras agradecido, pois em meio a esta onda de saber apenas um pouquinho de tudo ao mesmo tempo e assim mesmo, perdem seu tempo, lendo o que escrevo, continuando, salvo vocês, as pessoas estão se emburrecendo.
O chamado mundo virtual, em que a velocidade é cada vez mais abundante, os recursos tecnológicos cada vez mais capazes, os cérebros dos indivíduos estão na idade pré informática, não processam mais que duas coisas simultâneas. Como tudo está disponível, nas nuvens cibernéticas, as pessoas não se prendem em aprender, conhecer, desenvolver raciocínio, construir conceitos, ou, pensar. Para quê é preciso reter uma informação, se no dia que precisar saber basta dar um Google e pimba, tá lá a informação.
É mas existe um mundo offline, e a prova foi a prova do Enem, o candidato sem seu smartphone, teve que usar uma ferramenta que não anda sendo muito utilizada… a mente….aí deu: “Ops…. página não encontrada: Erro 404″.
É claro que a internet é uma das melhores coisas para a sociedade, elevando a sociedade para um patamar inimaginável antigamente, porém, não pode ser tratado como a única fonte de amparo para esta mesma sociedade. As outras fontes de informação como os livros, o rádio e até a TV não podem ser totalmente segregados, isso sem contar que as pessoas não podem perder a prática de se interagirem umas com as outras, ir a cinemas, teatros, shows, etc…. Legal grudar os olhos nos aparelhinhos… mas erguer a cabeça de vez em quando, faz bem também….. Fonte: https://euromaciel.wordpress.com/

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