21 de jun de 2014

DIA NACIONAL DA ACADEMIA DE LETRAS: A história do surgimento da Academia Mourãoense de Letras (AML) em 2001

No dia 08 de junho de 2001, na sala de reuniões da FECILCAM, às 20h, compareceu o Sr. Presidente da Academia Paranaense de LETRAS, Túlio Vargas, para um diálogo com alguns representantes da cultura mourãoense, expondo a intenção da Academia Paranaense de Letras de expandir-se em centros no interior do Paraná.
O contato entre os presentes ocorreu, a princípio, por uma consulta do Sr. Presidente ao Sr. Augusto Carneiro. O Sr. Augusto Carneiro indicou o nome da Profª. Sinclair Pozza Casemiro como a pessoa que poderia desencadear o processo. Consultada, a Profª. Sinclair Pozza Casemiro, após 20 dias, aproximadamente, contatou o Sr. Prof. Rubens Luiz Sartori, que já havia se pronunciado a respeito, desde há alguns anos, bem como o Sr. Amani Spachinski, Presidente da AME (Associação Mourãoense de Escritores) e o Sr. José Eugênio Maciel, outro defensor da idéia também desde há alguns anos. Os dois últimos, inclusive, oportunamente se manifestaram sobre o assunto, com muito entusiasmo, na noite de posse da nova Diretoria da AME, cujo presidente empossado justamente fora o Sr. Amani Spachinski.

Ao final da mesma cerimônia, após terem se pronunciado a respeito (sem conhecimento dos contatos entre Túlio, Augusto, Sinclair e Rubens), a Profª. Sinclair lhes colocou ao par dos acontecimentos. De imediato, ambos se dispuseram a trabalhar no processo. A Profª. Sinclair sugeriu que tudo acontecesse legitimamente, por meio de Instituições idôneas e representativas do meio acadêmico. Entendeu a AME e o Departamento de Letras da FECILCAM serem as instâncias mais balizadas e significativas para tal empreendimento. Ambos concordaram e ficou combinado que haveria, portanto, por parte da Profª. Sinclair, o compromisso de apresentar a proposta ao Departamento de Letras da FECILCAM e, por parte do Prof. Amani, à AME. As reuniões ocorreram e agendou-se, então, a vinda do Sr. Presidente Túlio Vargas. A Profª. Sinclair e o Prof. Amani também consideraram importante o apoio da Fundação Cultural de Campo Mourão e estenderam a ela seu convite.
No dia 08 de junho de 2001, pois, aconteceu o 1.º encontro, na FECILCAM, às 20h, com a presença do Sr. Presidente da Academia Paranaense de Letras, Sr. Túlio Vargas, acompanhado do Sr. Antônio Facci, membro da Academia Maringaense de Letras e do Sr. Augusto Carneiro. As presenças mourãoenses (representando a AME, o Prof. Amani Spachinski, Luiz Augusto Mazuchetti, Gilberto Santana de Alencar, Prof. Rubens Luiz Sartori, Noel Meireles Cardoso e representando o Departamento de Letras, o Prof. Wilson Moura - Chefe do Departamento, Prof. José Passos, Profª Sinclair P. Casemiro), consideraram muito válida a iniciativa de se implantar a Academia Mourãoense de Letras. O Sr. Presidente, de forma oficial, deu início ao processo. Dessa reunião, agendou-se a próxima e assim, sucessivamente, até a data de hoje.
O objetivo da Academia Mourãoense de Letras é, prioritariamente, firmar a cultura paranaense, valorizando sua literatura e oportunizando o surgimento de valores culturais mourãoenses. Procurará pautar-se em princípios e valores que primem pela igualdade, solidariedade e justiça social, pensando o universo como uma condição de vida inafiançável, o que exige a convivência pacífica entre humanos e natureza em toda a sua criação, tendo pois, essa, que ser valorizada e preservada. Entende, a Diretoria Provisória (composta pelas pessoas presentes na primeira reunião, acrescida do Prof, José Eugênio Maciel e da representante da Fundação Cultural, Elza Paulina de Moraes) e os participantes do movimento de implantação, que as inteligências precisam se voltar para tais princípios e valores (éticos e humanos) universais. Portanto, à Academia cabe enaltecer aqueles que os cultivam em seus feitos e/ou obras. Tal pensamento não justifica, entretanto, atribuir a essa Academia caráter moralizante.
Antes, pauta ela como suprema condição a seus membros, a garantia da mais completa abertura para a expressão do livre pensamento em todos os gêneros literários das muitas literaturas, preservando as liberdades ideológica, partidária, religiosa e/ou outras.
Principais Medidas:Estudo do estatuto;Definição de objetivos, valores e princípios;Sugestão de alguns nomes para Patronos das cadeiras da Academia;Criação do Concurso Literário de Obras Póstumas de Escritores Mourãoenses (com início das inscrições dia 10.9.01);Criação do Concurso Literário “Procura-se” para levantamento de obras e escritores mourãoenses em vida;
PARTE II - No dia 10 de setembro de 2001, a Comissão de Implantação aprovou a decisão de implantar a Academia com maior brevidade e ela própria decidir sobre seu estatuto e regimento. Nessa reunião também decidiu-se por se fazer a escolha dos patronos até outubro deste mesmo ano.
Em finais de outubro, no dia 22, a Comissão definiu os primeiros patronos, por votação dos nomes que haviam sido indicados e pesquisados pelos próprios membros: Constantino Medeiros, Adinor Cordeiro, Dom Eliseu Simões Mendes, Horácio Amaral, Nelson Bittencourt Prado, Nicon Kopko, Aracyldo Marques. Contribuiu para a seleção e o processo, o Concurso Reviver, que teve o objetivo de resgatar os autores falecidos de Campo Mourão desde sua fundação como Município. Além do Concurso, foram fontes de pesquisas os livros históricos, do município, pesquisa de campo, jornais e revistas também do município.
Passou-se então, ao processo de escolha dos acadêmicos a ocuparem as cadeiras dos patronos. Foram indicados nomes relevantes da cultura mourãoense, procedendo-se às mesmas estratégias de pesquisa realizadas no processo anterior de escolha dos patronos. No dia 21 de janeiro de 2002, a Comissão realizou a escolha dos acadêmicos, bem como referendou o nome de mais três patronos (Ethanil Bento de Assis, Elóy Maciel e Dickson Fragoso Veras). Os acadêmicos foram votados respeitando-se os critérios: ter obra publicada, residência em Campo Mourão, ter escrito em gênero literário ou jornalismo. Pelas características dessa Academia não foram incluídas algumas contribuições, embora relevantes à cultura Mourãoense, por se dedicarem a outras áreas culturais.
Dessa forma, a Comissão responsabilizou-se por contatar, pela sua Presidência, as Instituições de
Ensino Superior e a FUNDACAM, para implantação da Academia de História, da Academia de Ciências e Filosofia e outra de Artes e Cultura. Para a Academia de História e para a Academia de Ciências e Filosofia, a Comissão sugeriu a coordenação das instituições de ensino superior do município CIES, UNESPAR e CEFET, para a Academia de Artes e Cultura, a FUNDACAM. Com essas Academias, toda a produção cultural do município teria espaço de participação.
Os nomes de acadêmicos relacionados, em número 10, para ocuparem as cadeiras dos patronos foram: Amani Spachinski de Oliveira, Rubens Luiz Sartori, Cida Freitas, Clara Araújo, Gilmar Cardoso, Oswaldoir Capeloto, José Eugênio Maciel, Elza Paulino de Moraes, Agnaldo Feitoza, Francisco Irineu Brzezinski.
A 1ª Diretoria ficou assim constituída:Presidente:
Rubens Luiz Sartori,Secretária Cida Freitas, Tesoureira: Clara Araújo,    Responsável pela Biblioteca: Elza Paulina de Moraes
O primeiro passo foi a institucionalização da Academia com as inscrições legais dos seus estatuto, que se deram em 27 de novembro de 2002, no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de Campo Mourão.

Presidiram a Academia Mourãoense de Letras os acadêmicos: Rubens Luiz Sartori (2002-2004), Francisco Irineu Brzezinski (2004-2006), Aroldo Tissot (2006-2008), Cida Freitas (2008-2010), Gilson Mendes de Góis e Jair Elias dos Santos Júnior (2012-2014). Fonte: site da AML.

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