10 de jul de 2012

COLUNA 24 ANOS DE JOSÉ EUGÊNIO MACIEL:Desafiar e desfiar, 24 anos


“Leite, leitura, letras, literatura, tudo o que passa, tudo o que dura, tudo o que passageiramente dura
tudo, tudo, tudo não passa de caricatura de você, minha amargura de ver que viver não tem cura”
Paulo Leminski
Nesta terça dia oito esta Coluna completa 24 anos. Com a de hoje ao todo são 1741 publicações.
Escrever pressupõe um desafio ao escolher o tema, organizar ideias, abordagens e informações para situar o caro leitor. O desafio é argumentar. A cada domingo o texto espelha tal desafio, que traz no seu bojo a superação ou não.
Dos sinônimos da palavra desafiar se destaca: narrar; expor em detalhes e desfazer (-se) em fios. Narrar fatos e quando necessário colocá-los em detalhes, é escrever nas linhas, traçando-as como fios, ligações entre uma ideia à outra, de um fato a outro.
Escrever todos os domingos e chegar aos 24 anos é sempre um renovado desafio ao expor pensamentos, provocar e ser provocado a pensar simplesmente e a pensar melhor.
Este espaço pretende sempre naturalmente comportar e contemplar o ser humano nos seus múltiplos modos de ser, pensar e agir, embevecidos pela emoção ou pela razão, ambas em igual proporção ou em variadas poções, conforme se deseje, possa ou ditadas pelas circunstâncias.
O sentimento é o de gratidão. Tempo, como, aliás, em cada oportunidade, implícita ou explicitamente, de agradecer não apenas hoje, precisamente agora, mas ao longo destas mais de duas décadas, ao caro e paciente leitor.
E por falar no caro leitor, em Olhos, Vistos do Cotidiano, o registro das manifestações sobre estes 24 anos. A todos os meus eloquentes agradecimentos.
Fases de Fazer Frases (I)
Nem a verdade nem a mentira têm medo uma da outra. Quando não estão sozinhas.
Fases de Fazer Frases (II)
Antes de encontrarmos todas as verdades, no trajeto é preciso desvencilhar das mentiras.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
Um dos mais primorosos cronistas mourãoenses pegou o gancho de uma das frases publicadas aqui (debuxo e debucho) e, com admirável criatividade, Osvaldo Broza homenageou a Coluna nos seus 24 anos, assim: ”Que fase a sua, heim Maciel, de fazer frases! Não é nenhuma questão de debochar do debuxo, mas leio a sua coluna sempre comendo bucho. O de boi. É no Bar do Miltinho, nas manhãs de domingo, sempre na companhia dos amigos. Tal qual a sua coluna, é também uma satisfação que eu tenho há anos. São duas tradições – letras e bucho – que, cada qual a seu modo, é a cultura da cidade. Que luxo! Parabéns Maciel, pela sua brilhante coluna que há 24 anos abrilhanta as manhãs de domingo”.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
“Como sempre brilhante e sábio com as palavras”, sintetizou a professora Maria da Rosa. A estudante de jornalismo e já atuante na área em Curitiba, mas mourãoense de nascimento, a sobrinha Céci Maciel reflete, “... Quantas ideias. Quantos textos... Quantas lamentações e histórias. Parabéns!”.
O Ilivaldo Duarte, da Assessoria de Imprensa da COAMO Agroindustrial e membro da Academia Mourãoense de Letras, ressaltou a nossa amizade, afirmando ainda: “... Persistência, inteligência e tenacidade não é para qualquer um, e você tem de sobra: Considero um privilegiado em poder ao longo destes 24 anos saborear suas palavras a cada semana...”. Fraterno Maria Nunes, mourãoense nascido aqui e autor de livros considera: “De público quero manifestar-me sobre o discreto, modesto, inteligente, competente e dedicado sociólogo, professor e advogado. A sua luta é grande para passar conhecimentos...”.
Olhos, Vistos do Cotidiano (III)
O presidente da AMO BASQUETE DE C. MOURÃO Nelson Pedro Martins, ao lembrar os 24 anos desta Coluna, escreveu: “Somos todos felizardos em ter a sua Coluna, votos de continuidade e sucesso”. Chamando-me pelo apelido de infância – Gudé – Silvestre Tino Staniszewski registrou, “... continue nos proporcionando o prazer da leitura de uma Coluna mais qualitativa, cheia de lembranças”, deseja o presidente da CODAPAR – Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná.
Olhos, Vistos do Cotidiano (IV)
Em outubro deste ano a Tribuna do Interior fará 44 anos de existência. Iniciada a circulação deste Jornal em 1968, 20 anos depois esta Coluna começou a fazer parte da Tribuna, ou seja, os 24 anos de Coluna representa a metade do tempo de vida deste Jornal. Ao Jornal é oportuno enaltecer as congratulações deste escrevinhador, pela liberdade de expressão que sempre possuo ao ocupar este espaço.
Olhos, Vistos do Cotidiano (V)
Aos blogueiros e diletos amigos Ilivaldo Duarte e Pedro da Veiga. Através dos seus respectivos endereços eletrônicos semanalmente eles publicam o conteúdo desta Coluna, certamente devido o conceito que eles têm é possível alcançar um grande número de leitores. Aliás, sobre o Ilivaldo e Pedro, ambos têm um esmero particular e notável para com esta Coluna, por escolherem ilustrações que enriquecem o texto e valorizam o conteúdo. Muito obrigado!
Reminiscências em Preto e Branco
São 24 anos de estrada, itinerários textuais que nem sempre escolhi. A bagagem foi mudando: a máquina de escrever deu lugar ao computador; o telex e o fax substituídos pela internet. O pensamento, igual ou trocado conforme a evolução dos tempos e a vivência maior.

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