14 de abr de 2012

SANTOS, 100 anos de glórias e um dos melhores times na história do futebol mundial

Fundado em 14 de abril de 1912 na sede do Clube Concórdia, o Santos Foot-Ball Clube fez sua primeira partida considerada oficial em 15 de setembro daquele ano. Vitória por 3 a 0 diante do Santos Athletic Club, atual Clube dos Ingleses. No começo, as cores do Peixe eram azul, branco e dourado, em homenagem ao Concórdia. Mas, por conta do valor da confecção do fardamento tricolor (produzido na Inglaterra), decidiu-se pelo branco e preto. Na verdade, o Peixe nunca chegou a usar as três cores. Não demorou para o clube conquistar o seu primeiro título – 1913 – e erguer seu próprio estádio. Inicialmente o time atuava em campos espalhados pela cidade, mas passou a jogar em sua casa em 1916, já com o nome de Santos Futebol Clube, alterado na temporada anterior.

1921 a 1930 - De 1921 a 1926, o Santos fez campanhas fracas no Paulista, mas foi neste período que começou a se formar o ataque dos 100 gols. Com uma base composta principalmente por jogadores jovens, o time não conseguiu conquistar seu primeiro título estadual, mas se tornou recordista em média de gols marcados em uma única edição da competição: foram 100 em 16 jogos, com a impressionante média de 6,25 gols por jogo. A incrível linha de ataque era formada por Araken Patusca, Siriri, Camarão, Feitiço e Evangelista.

1931-1940 - A quantidade alta de gols marcados na década anterior continuou nos anos 30, e o time venceu o primeiro título importante da história. Em 1935, o Santos conquistou o Campeonato Paulista (mais detalhes no vídeo ao lado). Foi nesta década, também, que o profissionalismo chegou ao futebol brasileiro. Mesmo assim, o Peixe era constantemente prejudicado pela arbitragem, já que era de fora da capital.

1941-1950 - Depois de conquistar pela primeira vez o Campeonato Paulista, o Santos sofre nos anos 40. É a década mais dolorosa para a torcida, que não comemora um título sequer durante o período. É nessa época, porém, que o Peixe revela Antoninho Fernandes. Pouco lembrado atualmente, o jogador é considerado um dos melhores que já vestiram a camisa santista. Ele se torna treinador nos anos 60. A história mostra que o time é muito prejudicado durante nessa década, um dos motivos para não ser campeão.

1951-1960 - A década de 50 é extremamente importante para a história do Santos. E não apenas por causa dos títulos. É nessa época que o Peixe passa a ser a casa do Rei. O maior jogador da história do futebol desembarca em Santos em 1956, levado por Waldemar de Brito (veja detalhes no vídeo ao lado). Mesmo aos 15 anos, o craque não demora a passar para o time principal e começar a chamar atenção. A década também marca o início dos títulos e excursões. Neste período, são 17 conquistas entre competições oficiais – como os Campeonatos Paulistas de 1955, 56, 58 e 60 – e festivais – Torneio de Valencia e Troféu de Gialorosso, por exemplo.

1961-1970 - Após um fim de década de 50 repleto de títulos, o Santos chega ao ápice de sua história nos anos 60. Todos os títulos possíveis são conquistados. Estaduais, Taça Brasil (o Brasileirão da época) Libertadores, Mundial, Taça Brasil. Por onde passa, o time é reverenciado. Além disso, se Pelé se torna um personagem mítico. Em uma partida contra a seleção olímpica da Colômbia, em 1968, por exemplo, o craque é expulso de campo ainda no primeiro tempo. Minutos depois, o árbitro que havia aplicado o cartão vermelho apanha dentro do gramado e é tirado do comando da partida. Após isso, o Rei do Futebol é intimado a retornar ao confronto. Exemplo do que Pelé e o Santos são capazes.

1971-1980 - Com o fim da carreira de Pelé e o desmanche do time multicampeão da década passada, o Santos inicia uma fase de vacas magras. Sem dinheiro e tentando se recuperar após a saída do Rei, a equipe passa a ser formada basicamente por garotos, conhecidos como Meninos da Vila. Com o time de jovens, o Peixe volta a conquistar o Campeonato Paulista em 1978 – a última vez havia sido em 73, ainda com Pelé. Sem o maior de todos os tempos, o Alvinegro passa a ser um time comum, com alguns lampejos.

1981-1990 - Após o título paulista de 1984, o Santos entra numa fase de ostracismo. A conquista estadual sobre o Corinthians é um raro momento de brilho. Em seguida, ser santista passa a ser um sofrimento. Falta de dinheiro, jogadores medíocres e péssimas administrações afundam o clube. Os alvinegros viram alvo de piadas. Uma fase que dura 18 anos sem títulos importantes – só volta a levantar um troféu de expressão em 2002: o Brasileirão de Robinho.

1991-2000 -A fase do Santos no início da década de 90 segue complicada. O time continua com pouca qualidade e longe de conquistar títulos. As coisas começam a melhorar em 1995. Com o maestro Giovanni comandando o ataque, o Peixe chega à decisão do Campeonato Brasileiro daquele ano. A torcida contesta o empate em 1 a 1 na segunda partida contra o Botafogo por conta de erros do árbitro Márcio Rezende de Freitas – jogo de ida acaba com vitória dos cariocas por 2 a 1. No fim da década, dois títulos que dão ânimo para a torcida: o Rio-São Paulo de 1997 e a Copa Conmebol do ano seguinte. Prenúncio de que coisas boas estão por vir.

2001-2012 - A melhor fase do Santos após a era Pelé. Apostando novamente na garotada, o time volta ao patamar de grande no Brasil. Em 2002, a segunda fase dos Meninos da Vila, com Robinho e Diego. Alguns anos depois, astros como Ganso e Neymar. Com tudo isso, o Peixe ganha novamente destaque fora do Brasil e se torna referência em vários quesitos. O marketing, por exemplo, consegue segurar o craque Neymar no Brasil mesmo com propostas praticamente irrecusáveis do futebol europeu.

Um comentário:

  1. Ilivaldo
    Estou vivendo nesse paraíso desde 1959. Certo é que, em alguns momentos, notadamente depois de 02/10/1974, fomos expulsos do Éden, porém, como Ele é misericordioso nos devolveu o direito de viver Eternamente Santos...Sempre Santos.
    Ângelo Versi Sequinel

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