7 de abr de 2012

DIEGO REIS E O "Recado aos nossos bravos guerreiros do Futsal"


O futsal de Campo Mourão já viveu grandes momentos, e como foram bons estes momentos. Na vida, existem dois períodos, totalmente distintos um do outro. Pelo ditado popular, existem as “vacas gordas” e as “vacas magras”. A vaca gorda, já se faz gorda por pastos ricos, com a riqueza do seu dono fazendo transparecer nas invernadas.Em tempo de seca, de escassez financeira, e de poucos recursos, as vacas ficam sim magras, resistindo ao clima, ao tempo, aos fenômenos e intempéries para não cair, não deixar, como se diz, cair a casa. Em 2005, lembro-me bem, vivíamos uma fase complicada, e como era complicada.O Marcio Rinaldo, esse que aqui está hoje treinando nosso heróico Campo Mourão Futsal/Fecam, era o técnico. Começando na vida do futsal, no caso, o futsal adulto, ainda víamos ele iniciar um trabalho, mas claro, afundado na “fogueira” que sempre foi o nosso futsal.Questionados éramos, na época, pela imprensa, pela massa torcedora, a mesma que hoje insiste bravamente em ir ao Ginásio de Esportes Valternei de Oliveira, o “Larpão” querido de tantas batalhas, por nossos resultados. No período, o Umuarama já começava sua grande superioridade, fazendo até 8, 9, 10 a 0 em alguns adversários. Vocês já viram falar que gambá mata cobra. Pode parecer mentira, mas mata, mas claro que vamos usar esse comparativo agora no bom sentido, não me levem a mal.Naquela temporada, saiu daqui de Campo Mourão o “gambazinho valente” para enfrentar uma cobra mortal, venenosa e afim de dar um bote infalível em mais um aniversário. Mas era o dia do “gambazinho”, do “patinho feio”, que foi lá e venceu com propriedade, fez 5 a 2 no Umuarama.É meus amigos, esse ano de 2012 não começou fácil não, sem muitos recursos, sem muita grana, com patrocínios reduzidos, enfim, as vacas, infelizmente, estão magras, e não por culpa da Fundação de Esportes do Município, a Fecam, que tem feito de tudo para não faltar nada.Nesta temporada, disputamos uma pesada pré-temporada, fazendo amistosos contra equipes de qualidade, como Cascavel, Maringá e Londrina. Estreamos na difícil Chave Ouro 2012 com derrota em Guarapuava, por 5 a 0. Foi difícil encarar uma estrada, no trecho compreendido por Palmeirinha, Turvo, Boa Ventura de São Roque, Pitanga, Catuporanga, Bela Vista, Nova Tebas, Iretama e Luiziana com um placar desse na cabeça.Pra começar, antes do jogo, perdemos o bom pivô Kumano, que foi para o Londrina, após receber uma proposta irrecusável, e o Marquinhos Carioca, que acabou saindo da equipe por uma opção da comissão técnica. O jogo em casa contra o Corbélia foi emocionante, com ares de dramaticidade, mas ganhamos, em casa, o nosso primeiro jogo.Aí veio o jogo em Quedas do Iguaçu. Eu estava lá, pela segunda vez na minha vida, no Ginásio Tarumã. Fomos para Laranjeiras do Sul antes, depois, em uma estrada repleta de curvas e índios no meio do caminho, superamos uma viagem de mais de 260 km, passamos na simpática cidade de Espigão Alto do Iguacu e chegamos a Quedas.Vimos um time mourãoense brioso, heróico, com vontade de ganhar mesmo, com a nossa “molecada” fazendo bonito em quadra, mas de repente, em dois minutos de infelicidade e de bate boca entre “tico e teco”, vimos a chance de vencer ir embora. No finalzinho, no apagar do “foco”, ainda fizemos um golzinho, mas a dona derrota foi bem “má” com a gente, e como foi.A semana de treinos do técnico Marcio Rinaldo foi novamente pra motivar, pra fazer nossa “gurizada” esquecer de todos os problemas que existem aqui fora e pensar única e exclusivamente no Ponta Grossa, adversário deste sábado. O time é fortíssimo, nesta semana fez 5 no Maringá, que disputa a Liga Nacional. Quero crer de novo, minha gente, que o “gambá” possa derrubar a serpente. E que nós tenhamos uma semana de paz. Vamos fazer e jogar tudo aquilo que possa vir de nosso coração, de nossa alma e do nosso espírito. Vamos lá time, contra tudo e contra todos, só assim podemos nos sentir grandes o suficiente para enfrentarmos todos os nossos desafios, por mais que eles pareçam impossíveis. Pois força também temos, e muita, por isso vamos a luta, por mais difícil que ela seja, por mais obstáculos que ela possa nos impôr.
DIEGO REIS - Editor Esportivo e apaixonado pelo futsal e pelo Campo Mourão Futsal/Fecam.

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