10 de jun de 2011

COLUNA DA PROFª MARIA JOANA: A “Dilma da Dilma”... Nunca antes na história deste país...


Duas mulheres estiveram no comando do Brasil!... Uma paranaense no ministério mais importante, escolha pessoal e solitária da própria Dilma!... Um casal de super ministros ocupa cargos na Esplanada dos Ministérios- Gleisi, atual chefe da Casa civil é mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo!... Oposição e situação unidas... para comemorar a queda do “primeiro ministro” Palocci!...
Realmente foram muitas as novidades ”nunca antes” acontecidas na política do Brasil. Na maior crise do governo Dilma, Antonio Palocci foi demitido da Casa Civil repetindo a própria história: de homem mais poderoso do governo, tornou-se o pivô de (lembram do caseiro Francenildo, com seu sigilo bancário violado...) um escândalo que culminou com sua saída, sob suspeita, do cargo. A segunda queda de Palocci, cinco anos após perder o Ministério da Fazenda no governo Lula, enfraqueceu a presidente Dilma, antes mesmo de completar um semestre no cargo.
Palocci acreditava que poderia ficar depois que a Procuradoria Geral da República arquivou os pedidos de investigação por suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência. Na campanha eleitoral, Lula já havia empurrado Palocci para dentro do comitê de Dilma. Na composição do ministério, praticamente impôs Palocci à eleita que cogitou acomodá-lo noutras pastas: Saúde, Secretaria-Geral da Presidência. E Lula impôs: Casa Civil.
A sobrevida de Palocci custou muito para o governo, principalmente em questão de credibilidade.
E a participação de Lula nesse episódio passava a ideia de que o governo de Dilma não tem comando. Há duas semanas, Lula desfilava por Brasília, apostando seu prestígio numa operação salva-Palocci, minando a autoridade da sucessora. No último fina de semana, Lula pedia por Palocci em telefonemas trocados com Dilma, sugerindo que esperasse mais...

A Presidenta decidiu demitir Palocci diante do desgaste político provocado pelo caso e para o
lugar dele, inovou convidando a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), pedindo que ela assuma o papel de gestora dos projetos do governo, preferindo uma técnica no cargo. “Você vai falar em meu nome”, disse Dilma a Gleisi. “Cuide essencialmente da gestão, é isso que você faz de melhor”. Esperamos que a opinião pública tenha razão:uma mulher é mais difícil de corromper que um homem... E está acostumada a “arrumar a casa”...

Dilma conheceu sua nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em 2002, na equipe de
transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Especialista em questões orçamentárias, a paranaense detectou a disposição da Petrobras de construir plataformas de petróleo no exterior no ano seguinte. A eficiência agradou a nacionalista chefe do time de energia, que na segunda-feira (6), já como titular do Palácio do Planalto, indicou que traria a antiga colega para assessorá-la outra vez.

Nova ministra-chefe da Casa Civil disse no discurso de posse que quer trabalhar e agir como a
presidente age “da maneira certa, com clareza, razão e sentido público”, ser realmente a “Dilma da Dilma”. Que ela seja o rosto novo que Dilma precisa para romper com seu passado e com a história do Brasil, repleta de rostos de políticos do mesmo partido, em geral homens, sendo sempre reciclados.

Restou ao Lula dizer: “Dilma escolheu, está certo." Restou ao Palocci mais uma vez uma porção de perguntas não respondidas... Restou a nós, brasileiros, mais uma vez vermos que o Brasil trata muito bem os “amigos do rei”, que podem multiplicar (20 vezes em quatro anos, especialmente nos seis meses de coordenação da campanha de Dilma...) sua riqueza sem ter que dar os nomes dos “clientes”... Restou ao Brasil engolir mais uma escolha pessoal do ex-presidente Lula: proteger e acolher o foragido da lei italiana Battisti, condenado a prisão perpétua, um “inocente refugiado político” para não serem perseguido no seu país, pelos quatro assassinados comuns, não políticos que cometeu.
Quanta “bondade” para com os bandidos estrangeiros, mascarados de “ativistas políticos”..
. E porque não teve a mesma bondade com os pobres atletas cubanos que pediram asilo político ao Brasil, anos atrás? Os dissidentes cubanos por certo foram “muito bem tratados pela turma do Fidel” quando foram devolvidos ao seu país... Quem tem notícias deles???

Maria Joana Titton Calderari – membro da Academia Mourãoense de Letras, graduada Letras UFPR, especialização Filosofia-FECILCAM e Ensino Religioso-PUC-majocalderari@yahoo.com.br

Um comentário:

  1. Maria Joana,

    Ótima analise, perfeito.

    Nossa indignação parece inócua, pois nada positivo acontece.

    abraços a você e ao Ilivaldo.

    Rose, Mamborê

    ResponderExcluir