5 de abr de 2011

COLUNA DO PROFº MACIEL: José Alencar, a raridade


“Vai-se uma raridade: um homem de coragem. De quem o câncer não conseguiu subtrair a capacidade de demonstrar que é possível viver a adversidade sem abrir mão da felicidade” Dora Kramer – jornalista. José Alencar Gomes da Silva era mineiro nascido na localidade de Itamuri, pertencente a Muriaé. A expressão do rosto era a da fisionomia mineira com a prosa repleta de causos que o caracterizava, marca cristalina daquele querido Estado.

As muitas internações, cirurgias, quadro delicado e grave, a luta contra o câncer, batalha enfrentada com determinação por parte do ex-presidente do Brasil sensibilizaram o povo. Cada momento difícil, assim como cada circunstância de superação, os brasileiros expressavam comoção e solidariedade. Alencar foi fundamental principalmente na primeira eleição do Lula como presidente. Candidato a vice e por ser empresário, Alencar contribuiu para arrefecer temores então assumidos pelos patrões com o possível governo de esquerda. Como vice não deixou de se posicionar contra os juros altos, por entender serem eles verdadeiros desestímulos a produção. Ao acompanhar aqueles momentos delicados, praticamente em todo o País se fazia um só comentário, se ele fosse atendido em qualquer hospital público, pelo SUS, já teria morrido há muito tempo! De fato o sistema público de saúde há muito tempo se exauriu, pessoas padecem ou morrem antes de serem socorridas ou perdem a vida não mais nos leitos hospitalares e sim nos corredores, de dor, destituídas da própria dignidade. Na política há tempos que não se poderia citar – e continua sendo raro – um político que tivesse amealhado respeito e credibilidade obtidos inclusive junto à oposição, haja vista os muitos depoimentos nesse sentido. José Alencar tinha algo que infelizmente é escasso, embora desejável e ideal à democracia, os homens de bem assumirem o papel político com seriedade, também se dedicando a exercerem mandatos com âmago patriótico e desprendido de interesses pessoais, menores ou de corporações, mas em favor de uma Nação que clama por justiça social. Fases de Fazer Frases (I) Se não puder contar com a sorte, apele para descontar o azar. Fases de Fazer Frases (II) Homem que não dá flores a uma mulher desconhece a primavera. Olhos, Vistos do Cotidiano (I) Sem desmerecer os leitores desta Coluna, existem referências que aqui são registradas visando agradecer manifestações sobre os textos. De Campo Mourão, a professora de Inglês Silvana Valéria Juliani frequentemente faz comentários críticos e oportunos. Leitora assídua com vasto conhecimento cultural é também atenta, o que faz elevar da minha parte o estímulo e a responsabilidade ao escrever. Olhos, Vistos do Cotidiano (II) De Peabiru menciono com a distinção que ela merece a professora de Filosofia Cleuza Canola, pertencente à família tradicional daquela terra. Cleuza, que leciona aqui, contou que não deixa de ler a Coluna e faz constantemente observações, como o da Biblioteca peabiruense inaugurada semana passada. Olhos, Vistos do Cotidiano (III) A segurança do presidente em Campo Mourão, texto principal da última Coluna, rendeu comentários. Citado no texto por ser o prefeito à época, Rubens Bueno sintetizou, “boa memória professor Maciel!”. Quem reviveu aquele dia histórico foi Valter Veloso, “eles confeccionaram uma carteirinha e certamente levantaram tudo sobre a vida de cada um que esteve na aula do presidente, lembro bem do esquema de segurança”. Veloso foi escolhido por ser líder comunitário e hoje trabalha como responsável pela página deste Jornal na internet. “Ela que era gordinha conseguiu furar o rígido esquema de segurança e deu um abraço no FHC”, lembrou o professor doutor em Química Rafael Dias, se referindo a tia dele, a Edni Belmira Brisola Maciel, que por sua vez vem a ser minha irmã. Eu não sabia que a Edni tinha furado o bloqueio da segurança do FHC. Olhos, Vistos do Cotidiano (IV) Luiz Ferreira Lima, no blogue dele Baú do Luizinho, dedicou à minha família, especialmente pelo aniversário da mãe Elza recentemente, homenagem a minha turma, o pessoal lá de casa que é amigo dele, como também sou. Luizinho é daqueles que me chama de Gudé, tempos da nossa mocidade. E pelo correio eletrônico Luizinho me enviou a foto de um menino que abraçou o presidente quando da visita de Campo Mourão. Reminiscências em Preto e Branco É comum confundirmos o começo com o fim. O começo como se fosse o fim. Assim como o fim de um começo; e o findar do início. A vida como fruta saboreada, dela se extrai a semente. Saborear é chegar ao fim na semente, semente que representará o começo a ser semeado e que findará no fruto que nasce do desfrute já ou a ser saboreado. Cultivo da vida, semente e fruto/fruto e semente – começo e fim/fim e começo.

José Eugênio Maciel é mourãoense, professor, advogado, esvritor, sociólogo e membro da Academia Mourãoense de Letras. Escreve sua coluna aos domingos no jornal Tribuna do Interior.

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